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Conversando sobre fotografia com Woulthamberg Rodrigues

21 de outubro de 2017 | Por: Wilson Smith

Meus Instablog @_wilsonsmith tomou forma pelas lentes e sensibilidade do Woulthamberg Rodrigues, pois é, as primeiras fotos profissionais pensadas para compartilhar com vocês foram feitas por ele em janeiro de 2016, mas o conheço desde 2014. Retrospectiva a parte, não tive outro nome em mente para ser o primeiro entrevistado aqui no blog. Além de ser um talento indiscutível, do qual tenho acompanhado a evolução profissional, Berg tem se destacado no segmento fotográfico em Alagoas.

Editorial com a bailarina Natalia Cecilia (@nataliacecilia)

Aos 29 anos, Woulthamberg Rodrigues acumula 08 anos de experiência profissional, começou registrando shows e hoje tem uma expertise na fotografia de moda/street style sendo referência no estado. Suas fotos já foram publicadas em veículos de grande circulação e ele já ministrou aulas para os alunos de Produção de Moda da Escola Técnica de Artes (ETA) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), atua dando monitorias e fotografando para marcas, principais bloggers e formadores de opinião da cidade. De fato, tem uma ampla bagagem e possui uma inquietude criativa que o faz ir mais longe a cada trabalho.

Ensaio para o disco Grande Angular da Cantora Elisa Lemos (@lemoselisa)

Conversamos sobre a relação com a fotografia e carreira, para que vocês possam conhecer um pouco dessa mente em constante efervescência da qual sou fã declarado. Confiram:

Berg em ação, fazendo o que ama! Foto: @gustavocosta.foto

Como foi que a fotografia entrou na sua vida?

Foi através do meu primo em 1996, me deparei com dois livros de fotografia na casa dele, um do Sebastião Salgado e o outro do Kevin Carter, ele me contou quem eram e eu fiquei fascinado e disse que queria ser fotógrafo. Meu primo me deu uma polaroid que ele tinha ganhado aos 13 anos da minha mãe, período em que nasci, foi nesse contexto.

Quem são suas principais referências e inspirações na fotografia?

Admiro muito Sebastião Salgado, Kevin Carter, Mario Testino, Jr Duran, Cartier Bresson, e dessa galera nova gosto do trabalho do Fernando Schlaepfer e Raul Aragão.

Há quanto tempo você trabalha com fotografia?

Comecei a trabalhar profissionalmente desde 2009 e especificamente com moda em 2012.

Quais as principais mudanças que você percebe desde que começou a fotografar até agora?

As ferramentas para o tratamento de imagem melhoraram bastante. E hoje em dia faço menos clicks para atingir o que quero, por exemplo, antes fazia 1000 fotos para consegui 100 e hoje faço 400 para conseguir essas 100, percebo um amadurecimento na parte de planejamento/produção, faço mais esforços no trabalho de planejamento para uma execução eficiente.

Vivemos um momento em que todo mundo é obcecado pela imagem, muito em função do avanço das mídias digitais, a fotografia contribuiu para moldar isso. Como você enxerga que a fotografia muda o cotidiano das pessoas e como você acha bacana fazer uso dela?

Acaba deixando as pessoas um pouco mais vaidosas, hoje em dia a tecnologia chegou deixando tudo mais fácil, seja para ter acesso a uma câmera ou celular. Gosto mesmo de usar para produções mais elaborada, mais bem pensada, de registrar com um olhar diferente.

Com o avanço da tecnologia os celulares estão cada vez mais potentes, hoje todo mundo se sente um pouco fotógrafo. Como você enxerga o papel do fotógrafo em meio a essa evolução?

Está perdendo a alma da coisa, pensar na luz e na composição. Então, quem gosta da profissão tem que ter um diferencial, se reinventar. E hoje os fotógrafos que se destacam são aqueles que editam bem, que sabem ajustar, corrigir, mudar as cores.

O que você considera o seu maior diferencial?

É o modo como lido com as fotos durante a produção, tento deixar o clima o mais leve possível. Não tenho um método de direção de modelos, vou guiando/orientando conforme o que o modelo me entrega e claro dependendo do ensaio vou coordenando de modo a contar a história planejada.

Quais os principais desafios enfrentados pelos fotógrafos no mercado alagoano?

Banalização da profissão sem dúvidas, hoje em dia é muito fácil você comprar uma câmera, fazer um curso de Photoshop e através disso você conseguir trabalhos. Mas, o que pesa é que há pessoas que baixam muito o preço dos serviços, o que acaba prejudicando os outros profissionais.

O que mais te atrai fotografar? Existe algum fator que faz a foto ser boa ou ruim?

O que mais me atrai fotografar é uma pergunta difícil, mas gosto do desafio, da sensação “será que eu consigo?”. Quanto ao fator, acho que não existe, é o conjunto, tem que harmonizar a luz, roupas, modelo, a produção no geral, é esse todo que faz a foto ser boa. E fotografia varia muito do gosto de cada um.

E o que você prospecta para sua carreira?

Ser reconhecido pelo meu trabalho, que as pessoas me identifiquem pela minha fotografia.

Diante de tudo isso, que mensagem você deixa para quem está iniciando nesse segmento?

Não pensar que equipamento é tudo, no início passei muito tempo pensando assim, quando na verdade as melhores fotos que fiz foram usando coisas básicas e improvisando outras, você tem que usar da criatividade e não copiar fotos, viu uma imagem, achou legal, usa como referência, dando sua interpretação para ter identidade.

Editorial da coleção Sweet Dreams by Gabriela Fantin (@gabrielafantinacessorios)

Se você gostou do trabalho, acompanhe mais no Instagram @woulthamberg, marque seu ensaio ou da sua empresa pelo direct. E tem novidade, ele acabou de lançar uma série de suas fotografias em versões de quadros, para arrematar faça contato pelo IG.

Aos interessados entrem em contato pelo Instagram @woulthamberg

Espero que tenham gostado. Forte abraço gente!

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