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Orgulho é Verbo: Quebrada Ocupa, Canta, Cria

7 de junho de 2025 | Por: Wilson Smith

No último sábado, 31 de maio, o alto do Mirante do Jacintinho foi tomado por cores, afetos e potências. Foi lá que aconteceu o Festival Orgulho na Quebrada, um encontro vibrante da arte e da cultura LGBTQIAPN+ mas periferias. Das 16h às 20h, o público viveu um evento gratuito com apresentações musicais, performances, discotecagem, feira criativa e ações afirmativas — tudo em um espaço pensado para acolher, incluir e celebrar.

O evento garantiu acessibilidade com intérprete de Libras em tempo integral no palco, uso de linguagem neutra em todas as comunicações e uma ambientação que reforçou o orgulho de ser quem se é. O Mirante se tornou palco de liberdade, diversidade e resistência.

Ação, Afeto e Arte

O Festival Orgulho na Quebrada é uma realização independente, idealizada por mim, Wilson Smith — jornalista e produtor cultural. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Maceió, e também pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com execução da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas.

Com este festival, reafirmamos que iniciativas culturais não podem se limitar aos centros. Elas devem florescer também onde os corpos dançam entre a sobrevivência e a criatividade: nas quebradas.

Vozes e Corpos que Ecoam 

O Palco Orgulho foi o epicentro do festival, reunindo uma curadoria artística potente que celebrou a pluralidade da arte LGBTQIAPN+. Subiram ao palco Flormands, Melanina Mc, Pérolla Brasil, Scorpion, George Olicino, Emerson Anun, MarioMyu, Jade Zolita, Maju Shanii e Mary Alves.

Entre poesia, beats e performance, a quebrada mostrou sua força criativa e transbordou emoção em cada apresentação.

Afeto em Forma de Produtos e Serviços

A Feirinha do Orgulho reuniu 12 empreendimentos criativos de pessoas LGBTQIAPN+ e aliados. Moda, arte, cosméticos, gastronomia e acessórios foram comercializados por marcas que representam não só estilo, mas história, ancestralidade e afeto. Participaram: Raposa Marrom, Raiz e Orgulho, Estúdio Obo, SunClothings, Studio Afro Power, Grilo Loja, Bosque dos Artes, Inefável, Brownie do Helton, Aziza, Soul Ambar e Mães da Resistência.

O espaço foi mais que comercial — foi uma troca entre quem cria e quem consome com consciência e amor.

Inclusão, Diversidade, Acessibilidade e Escuta Ativida

Mais do que uma celebração cultural, o Festival Orgulho na Quebrada foi um manifesto vivo de inclusão, diversidade, acessibilidade e escuta ativa. Cada detalhe da produção foi pensado com o propósito de acolher e valorizar todas as identidades, fortalecendo vínculos e criando novas possibilidades de existência. Com um intérprete de Libras presente em todas as falas do palco, a acessibilidade não foi um recurso adicional — foi pilar central. O resultado foi um ambiente verdadeiramente seguro e representativo, onde cada pessoa pôde viver sua identidade com liberdade, respeito e orgulho. Um espaço onde o afeto e a política caminharam lado a lado, abrindo caminho para um futuro mais justo e plural nas periferias.

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