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Viagens de frio e looks para inspirar! 
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Chegamos à última coluna do ano – 2026
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Novidades fashionistas que cruzam estilo
28 de junho de 2025

O Agora é Ícone: Vinicius Jr., A$AP Rocky, Shakira e Mais Movem o Jogo

VINICIUS JR. É BOSS
Vinicius Jr. entra no squad global da BOSS ao lado de Bradley Cooper e Maluma. Na nova campanha do BOSS Bottled Beyond, o mood é de irmandade e inspiração mútua. A fragrância aposta na fusão intensa de gengibre com couro. Um jogo entre emoção e disciplina que reflete bem o craque brasileiro – dentro e fora de campo. Ele entrega energia, elegância e força. Um golaço fashion.

A$AP REINVENTA O WAYFARER
O novo drop da parceria de A$AP Rocky com a Ray-Ban chegou. O modelo Wayfarer Puffer traz sete cores vibrantes e design bold por R$ 990. A peça apareceu pela primeira vez no Met Gala 2025, numa versão de ouro cravejada de diamantes (exclusiva, claro). Depois, foi vista em Cannes, direto do iate do rapper. Tudo isso como parte da direção criativa de A$AP na Ray-Ban Studios.

10 ANOS DE ICONICIDADE
A bolsa Puzzle completa uma década e a Loewe comemora em grande estilo com a coleção Puzzle 10. São 19 reedições + o novo modelo Confetti, que brilha com couro reaproveitado e lantejoulas. A linha presta tributo a artistas como Ken Price e William Morris. Cada peça vem com plaquinha comemorativa e charms de balão. Edição limitada com pop-ups em NY e ativação digital.

ÍNDIA SOB O SOL DE PARIS
Com Paris dourada pela luz do entardecer e Beyoncé na front row, Pharrell apresentou o verão 2026 da Louis Vuitton em plena praça Pompidou. A coleção mergulha na estética indiana com tons terrosos, rosa pálido e açafrão. A vibe? Especiarias, espiritualidade e street couture. O atraso virou espetáculo. Pharrell segue provando que moda também é sincronicidade.

SHAKIRA NEWS

 Ela dança, canta e agora cuida dos fios. Shakira estreia na beleza com a Isima, sua linha de haircare com foco em saúde capilar real. Baseada na biotricologia, a marca propõe o Método TriModal: tratamento profundo da raiz à ponta. Os produtos chegam ao e-commerce oficial em junho e à Ulta Beauty em julho. Com pegada latina e inclusiva, ela vem para causar – no bom sentido.

21 de junho de 2025

6 Tendências de Estilo Para Um São João Fashionista

Mix de Xadrez

Se antes o xadrez era um detalhe tímido, agora ele domina o look de forma ousada e divertida. A tendência é misturar diferentes padronagens: vichy com tartan, buffalo com pied-de-poule… Tudo junto e ao mesmo tempo! O segredo está em escolher tons que conversem entre si. Vale camisa com saia, vestido com jaqueta ou até um conjuntinho de duas estampas contrastantes. O mood é maximalista e zero careta!

Drama Queen 

Os babados aparecem como protagonistas nas mangas bufantes, saias com camadas e até em golas vitorianas. Quem quiser ousar mais pode combinar o romantismo dos babados com acessórios mais marcantes, explorar chitas de diferentes padronagens é um hit fashionista. O importante é brincar com as proporções.

Brilho no Arraiá

Sim, o brilho domina as noites de forró! Tops de paetê, saias metalizadas e até jaquetas com aplicações de strass são o novo statement junino. A ideia é equilibrar o brilho com peças mais rústicas, como jeans ou a sobriedade do preto, criando um mix hi-lo perfeito para quem quer ser o centro das atenções sem perder a pegada fashion.

Western Reloaded

A tendência western está bombando nas passarelas e, claro, no São João também. Mas esqueça o clichê de caubói caricato. Agora a vibe é mais urbana, com toques de alfaiataria desconstruída e acessórios que fazem a diferença. Invista em camisas com recortes ou bordados inspirados no velho oeste, cintos com fivelas grandes, botas de couro e chapéus com shape moderno. O truque de styling é misturar peças country com outras mais street, como calças cargo ou jeans wide leg.

Country Clean
Se você é do time que prefere um visual mais discreto, o country clean é sua melhor aposta. A base é simples: camisa branca, calça jeans e uma bota western de qualidade. O toque de estilo fica por conta dos acessórios: um cinto com fivela marcante ou um lenço amarrado no pescoço. A vibe é sóbria, mas cheia de atitude.

All Denim

O look all jeans está de volta e com força total. A ideia é criar produções monocromáticas ou brincar com diferentes lavagens e texturas: camisa jeans clara + calça denim escuro, ou jaqueta oversized com jeans destroyed. Quem quiser ousar ainda mais pode apostar em detalhes western, como bordados ou aplicações nos ombros. Combine com uma bota de couro ou até um tênis mais robusto para dar um ar moderno. O resultado é despojado, masculino e cheio de personalidade.

19 de junho de 2025

A Coisa Ficou Preta: a arte de Gleyson Borges como denúncia,

Dos lambes nos muros ao reencontro com a identidade: um projeto que transforma a cidade em galeria e a arte em instrumento de pertencimento

Em meio ao concreto cinza das cidades, onde as camadas da vida urbana escondem e revelam histórias, Gleyson Borges tem deixado sua marca com impressões em papel coladas em paredes e muros — cada intervenção realizada carrega camadas de significados. Criador do projeto A Coisa Ficou Preta, o artista visual alagoano transforma as ruas em verdadeiras galerias a céu aberto por meio de intervenções com lambe-lambe, que atuam como ferramentas de retribuição, denúncia e empoderamento. Seus trabalhos não apenas ocupam o espaço urbano; eles criam zonas de escuta e identificação para pessoas negras. Para Gleyson, a arte é o meio pelo qual ele devolve ao mundo aquilo que um dia lhe salvou: a consciência de sua identidade e potência como homem negro.

Lançado em novembro de 2018, A Coisa Ficou Preta não se trata apenas de colar imagens — trata-se de colar existências, colar histórias, colar reparações onde o Estado e a sociedade tantas vezes falharam.

A descoberta do fazer artístico

O caminho de Gleyson até as artes visuais foi tão orgânico quanto surpreendente. “As coisas foram acontecendo com certa naturalidade”, conta ele, ao lembrar de como ganhou um sorteio de um curso de Photoshop e, a partir disso, despertou o interesse pelo design gráfico. Trabalhou como designer e diretor de arte por anos, mas sempre teve gosto pelo trabalho manual. A virada aconteceu durante uma viagem, ao encontrar quadros de madeira pintados com stencil — peças que não pôde comprar, mas que o inspiraram a fazer por conta própria. “Eu pensei: ‘acho que consigo fazer isso’. Voltei pra casa, arrumei um palette, comprei tinta, fiz meu primeiro molde de stencil e comecei a montar quadros.”

Esse gesto aparentemente simples pavimentou o início de um percurso artístico mais consciente. Entre momentos criativos e materiais como tintas, Gleyson começava a se ver como artista e, mais do que isso, como alguém capaz de usar a arte para tocar outras vidas.

Negritude e o reencontro com a própria história

Gleyson fala com franqueza sobre o processo de se reconhecer como homem negro: “Nunca me achei branco, mas também não cresci sabendo que eu era uma criança negra. Não era uma pauta discutida na minha família, nem na escola”. Foi na infância que ele começou a perceber, ainda que de forma intuitiva, a diferença racial — como no episódio marcante do “lápis cor da pele”, que um colega pediu. “Eu tinha o lápis na cor bege, mas ele pediu cor da pele, então dei pra ele um lápis que eu chamava de amarelo queimado. E rolou meio que uma discussão, porque ele falou que aquela não era a cor da pele. E para provar, levantei meu braço com a palma da mão pra cima e coloquei o lápis no meu antebraço e mostrei. ‘É da cor da pele, sim.’ Já era uma forma de questionar um pouco e entender minha raça, mas ao mesmo tempo era uma forma de querer pertencer também, porque eu colocava o lápis na parte que fica mais protegida do sol”, relatou, descrevendo a primeira memória de como a raça atravessou sua existência.

O entendimento pleno de sua identidade racial veio mais tarde, já na casa dos vinte anos. A arte — em especial o rap — foi o fio condutor desse reencontro. Ouvindo Racionais MCs, Emicida, Djonga e outros nomes da cena, Gleyson passou a se ver nas letras, nas dores, nas lutas e na força desses artistas. “O rap me mostrou que o que eu vivia tinha nome, tinha explicação, não era acaso.”

Essa compreensão, ainda que dolorosa, despertou o impulso de retribuir. E foi com essa motivação que surgiu A Coisa Ficou Preta: um movimento visceral de devolver à comunidade negra as ferramentas que o ajudaram a se levantar. Sua linguagem foi por meio das artes visuais — e de uma vontade enorme de fazer delas um canal de transformação.

Do digital para o concreto: o poder do lambe-lambe

Durante dois anos, a ideia de criar A Coisa Ficou Preta fervia na cabeça de Gleyson, sem encontrar uma forma concreta de sair do papel. A virada veio com a descoberta do lambe-lambe — técnica de colagem de cartazes nas ruas, popular entre artistas urbanos por sua praticidade e impacto visual.

“Minha base de trabalho era digital, e eu queria levar isso pra rua. O lambe-lambe surgiu como uma solução simples, democrática e potente. Posso imprimir e colar, e qualquer pessoa pode fazer isso. É uma arte acessível.”

O lambe-lambe, para Gleyson, é mais que suporte: é resistência. Ele o considera uma linguagem democrática, que permite múltiplas formas de expressão. Além disso, o fato de estar na rua, ao alcance de todos, reforça a potência da arte como veículo de empoderamento e visibilidade.

O território como parte da mensagem

Se o lambe-lambe é a forma, o lugar onde ele é colado é parte da narrativa. Gleyson escolhe com cuidado os espaços onde atua. “A escolha do lugar varia bastante. Eu gosto muito de colar em locais que tenham algum tipo de destaque na rua, que façam sentido com a arte que está indo para ali. Mas uma coisa que gosto muito de fazer é criar artes específicas para muros específicos, criando um lambe-lambe que só vai funcionar naquele muro. Às vezes é um muro que tem dois pilares um próximo do outro e faço a imagem de uma pessoa escalando. Às vezes é um muro que está manchado de tinta rosa em nenhum padrão, como se tivessem jogado uma tinta ali de qualquer jeito, e eu faço um lambe-lambe de uma criança brincando com um balde de tinta”, relata. A rua é viva, é política. Cada muro é um território simbólico. E em suas criações existe intenção e sensibilidade artística.

Ele sabe que o espaço urbano carrega tensões e ausências — e é nessas brechas que insere sua arte. Muitas vezes, seus lambes são a única presença negra afirmativa em regiões onde corpos negros só aparecem em estatísticas ou páginas policiais. E é exatamente por isso que ele continua: para romper silêncios e abrir caminhos.

A resposta das ruas: afeto, impacto e trocas

O retorno que Gleyson recebe é, em suas palavras, o que mais o impulsiona. Crianças apontando e sorrindo para os personagens, jovens se vendo nas frases, senhoras curiosas pelas intervenções. A rua reage, a rua conversa, a rua acolhe.

Esses diálogos reforçam o papel da arte urbana como ferramenta de escuta, de construção de identidades e de disputa simbólica de território. A Coisa Ficou Preta é, antes de tudo, sobre pertencimento.

Influências, processo criativo e legado

O repertório de Gleyson é vasto e multirreferenciado. Sua principal fonte de inspiração continua sendo o rap, com destaque para nomes como Emicida, Negra Li, BK, Rincon Sapiência, Drik Barbosa, entre outros. Mas ele também se alimenta de livros, filmes, conversas, memórias e afetos. Tudo vira material criativo. “Guardo as referências numa espécie de caixinha de ferramentas. Às vezes, elas se juntam naturalmente e viram uma arte. Outras, demoram a se encaixar.”

Além disso, o artista tem se conectado cada vez mais com outros artistas visuais, especialmente de fora do eixo Rio-São Paulo. “Tem muita gente incrível no Norte e no Nordeste fazendo arte potente. É importante olhar para esses lados também.”

Loja, autonomia e sustentabilidade

A abertura da loja de A Coisa Ficou Preta foi um passo importante para garantir a sustentabilidade do projeto e ampliar seu alcance. Gleyson mantém uma loja online — www.acoisaficoupreta.com.br — onde comercializa uma variedade de produtos, como prints em fine art, adesivos e ímãs de geladeira. A proposta é ser diverso tanto na forma quanto no preço, oferecendo peças de qualidade, mas também acessíveis, para que mais pessoas possam ter contato com sua arte. Além da loja virtual, ele participa eventualmente de feiras criativas, mas a maior parte das vendas acontece mesmo pelo site. Gleyson também divulga em seu Instagram @acoisaficoupreta obras originais e intervenções exclusivas, como quadros e peças únicas.

A Coisa Ficou Preta — e isso é lindo

A trajetória de Gleyson Borges é uma travessia pessoal e coletiva. É a história de alguém que encontrou na arte não só uma forma de expressão, mas um caminho de cura e retribuição. A Coisa Ficou Preta é um projeto de corpo inteiro: feito com a cabeça, com as mãos e com o coração. Ele fala de negritude, de força, de memória e de futuro.

Ao ocupar os muros, Gleyson não apenas cola papel — ele estampa vivências, imprime urgências e inaugura possibilidades. Em tempos de retrocessos e silenciamentos, sua arte é um chamado à ação, à escuta e à construção de um mundo mais justo e plural.

Sim, a coisa ficou preta. E ainda bem que ficou.

Rex Jazz Bar segue com programação junina alternativa

Maratona de festas iniciou final de maio com festas juninas para todos os gostos

O Rex Jazz Bar segue celebrando as festas juninas com uma programação eclética que mistura tradição e diferentes ritmos. Desde o final de maio, o forró tem dividido espaço com pop, funk e rock, animando públicos diversos no bairro do Jaraguá. As festas continuam até o dia 28 de junho sendo uma opção de “after” do São João oficial da cidade.

O Rex tem se consolidado como um ambiente alternativo em Maceió com festas e shows para diferentes públicos, promovendo a diversidade e fortalecendo a economia criativa na cidade. Mais informações sobre as atrações e ingressos podem ser adquiridas pelo Instagram do Rex (@rexjazzbar).

Confira a programação:

20/06 – Arraiá da Match
21/06 – Ensaios da PQP
22/06 – After da Pabllo
27/06 – Arraiá do Possa
28/06 – Festa das Saficas

SERVIÇO:
O que? Festas Juninas do Rex Jazz Bar
Quando? de 20 a 28 de Junho
Onde? Rex Jazz Bar, Jaraguá
Ingressos: no Instagram do Rex (@rexjazzbar)

14 de junho de 2025

Mix fashionista!

Era Anderson

Jonathan Anderson assume todas as linhas da Dior — sim, todas. O designer britânico entra para o seleto hall de criativos com domínio total sobre uma maison histórica. A comparação com Karl Lagerfeld na Chanel é inevitável, mas Anderson tem seu próprio compasso: visual afiado, ideias inquietas, fascínio pelo detalhe. Agora, com alta-costura, feminino, masculino, cruise e pre-fall em mãos, ele transforma a Dior em seu maior laboratório de obsessões.

Aluf Circular

A ALUF embarca na moda circular com estilo. Em collab com a PrettyNew, a marca passa a aceitar de volta suas peças usadas para revenda. Quem entregar os looks parados no armário ganha créditos para novas aquisições. A iniciativa ecoa o novo luxo: consciente, inteligente e com DNA afetivo.

Martins Se Muda

Nova fase para a Martins: depois de quatro anos no Bom Retiro, a marca pousa na icônica Galeria Ouro Fino, em São Paulo. O ateliê dá lugar à primeira loja oficial. Para marcar o momento, um shooting de despedida dirigido por Tom Martins homenageia o bairro que viu a marca nascer. Agora, o número 328 do segundo andar abriga as criações desfiladas na SPFW e coleções inéditas. 

Swipe With Pride

O Tinder e Willy Chavarria unem moda e militância na campanha “How We Love Is Who We Are”. A cada adesivo do Orgulho usado no app, US$1 é doado para a Human Rights Campaign — até alcançar US$100 mil. Para vestir o gesto, Chavarria lança uma nova coleção-cápsula. O amor LGBTQIA+ pulsa mais forte: hoje, 1 em cada 3 matches no app vem da comunidade. Swipe com propósito.

Gatas Protegidas

“Proteja as Gatas” é o nome — e o manifesto — da nova camiseta lançada pela TODXS com apoio das estilistas Isa Silva e Teodora Oshima. Inspirada no ícone “Protect the Dolls”, a peça traz uma tipografia exclusiva e toda a renda será revertida para o fortalecimento de empreendimentos trans. Um recado claro, estampado no peito: proteger vidas trans é urgente. E fashion.

Almoço de Poder

Viola Davis e Hisan Silva, da Dendezeiro, dividiram mais que uma refeição no Rosewood SP — dividiram visões. A atriz, que já havia repostado a marca em 2023, agora recebe pessoalmente camisas e bolsas da linha Brasiliano. A conexão foi costurada por Maurício Mota, da Ashe Ventures. O trio fala a mesma língua: moda preta, liberdade estética e protagonismo. Poder servido à mesa.

7 de junho de 2025

Orgulho é Verbo: Quebrada Ocupa, Canta, Cria

No último sábado, 31 de maio, o alto do Mirante do Jacintinho foi tomado por cores, afetos e potências. Foi lá que aconteceu o Festival Orgulho na Quebrada, um encontro vibrante da arte e da cultura LGBTQIAPN+ mas periferias. Das 16h às 20h, o público viveu um evento gratuito com apresentações musicais, performances, discotecagem, feira criativa e ações afirmativas — tudo em um espaço pensado para acolher, incluir e celebrar.

O evento garantiu acessibilidade com intérprete de Libras em tempo integral no palco, uso de linguagem neutra em todas as comunicações e uma ambientação que reforçou o orgulho de ser quem se é. O Mirante se tornou palco de liberdade, diversidade e resistência.

Ação, Afeto e Arte

O Festival Orgulho na Quebrada é uma realização independente, idealizada por mim, Wilson Smith — jornalista e produtor cultural. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Maceió, e também pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com execução da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas.

Com este festival, reafirmamos que iniciativas culturais não podem se limitar aos centros. Elas devem florescer também onde os corpos dançam entre a sobrevivência e a criatividade: nas quebradas.

Vozes e Corpos que Ecoam 

O Palco Orgulho foi o epicentro do festival, reunindo uma curadoria artística potente que celebrou a pluralidade da arte LGBTQIAPN+. Subiram ao palco Flormands, Melanina Mc, Pérolla Brasil, Scorpion, George Olicino, Emerson Anun, MarioMyu, Jade Zolita, Maju Shanii e Mary Alves.

Entre poesia, beats e performance, a quebrada mostrou sua força criativa e transbordou emoção em cada apresentação.

Afeto em Forma de Produtos e Serviços

A Feirinha do Orgulho reuniu 12 empreendimentos criativos de pessoas LGBTQIAPN+ e aliados. Moda, arte, cosméticos, gastronomia e acessórios foram comercializados por marcas que representam não só estilo, mas história, ancestralidade e afeto. Participaram: Raposa Marrom, Raiz e Orgulho, Estúdio Obo, SunClothings, Studio Afro Power, Grilo Loja, Bosque dos Artes, Inefável, Brownie do Helton, Aziza, Soul Ambar e Mães da Resistência.

O espaço foi mais que comercial — foi uma troca entre quem cria e quem consome com consciência e amor.

Inclusão, Diversidade, Acessibilidade e Escuta Ativida

Mais do que uma celebração cultural, o Festival Orgulho na Quebrada foi um manifesto vivo de inclusão, diversidade, acessibilidade e escuta ativa. Cada detalhe da produção foi pensado com o propósito de acolher e valorizar todas as identidades, fortalecendo vínculos e criando novas possibilidades de existência. Com um intérprete de Libras presente em todas as falas do palco, a acessibilidade não foi um recurso adicional — foi pilar central. O resultado foi um ambiente verdadeiramente seguro e representativo, onde cada pessoa pôde viver sua identidade com liberdade, respeito e orgulho. Um espaço onde o afeto e a política caminharam lado a lado, abrindo caminho para um futuro mais justo e plural nas periferias.