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12 de maio de 2025

Feira de Artesanato em Maceió está com inscrições abertas para artesãos, empreendedores e artistas

Com o tema “O Artesanato também é Popular!”, a Feirarte espera reunir cerca de 130 expositores na capital alagoana

A primeira edição da Feira Internacional de Artesanato (Feirarte) está com inscrições abertas para expositores locais e de outras cidades. Com o tema “O artesanato também é popular”, o evento será realizado em Maceió entre os dias 25 de Julho a 03 de Agosto de 2025, das 14h às 21h, no Espaço de Eventos Jaraguá (antiga Vox Room), no bairro histórico do Jaraguá. As inscrições são realizadas por meio de formulário digital.

Além disso, os artesãos, empreendedores e artistas que estiverem interessados podem entrar entrar em contato com a equipe de vendas e tirar dúvidas: Agápto Costa (82) 9 9638-7603, Rodolfo Peres (82) 9 9381-7694 ou Diego Oliveira (82) 9 8105-9212. Com mais da metade dos estandes ocupados, o evento pretende reunir mais de 130 expositores de diferentes segmentos promovendo a economia criativa e a oportunidade de troca cultural.

De acordo com Agápto Costa, promotor do evento, a feira tem o objetivo de promover o artesanato e o empreendedorismo criativo, gerando oportunidades de renda e emprego, com artesãos e empreendedores criativos dos mais diversos segmentos, atrações musicais e culturais, espaço Kids, workshops, oficinas e palestras. O espaço contará também com ampla praça de alimentação e estacionamento gratuito para visitantes e expositores.

Em parceria com o Fórum de Cultura Popular e do Artesanato Alagoano (Focuarte), a Feirarte é uma realização da HP Promoções e Eventos, produtora alagoana criada em 2013 que fomenta o artesanato e o empreendedorismo criativo, a fim de gerar mais oportunidades de trabalho para o artesão e pequenos empreendedores.

Para mais informações, acompanhe o Instagram do evento (@feirartebr) ou entre em contato através dos canais disponíveis em linktr.ee/feirartebr.

SOBRE O TEMA

A primeira edição da Feirarte terá como tema “O artesanato também é cultura popular!”, pois, além de ser arte e técnica do trabalho manual, o artesanato é um fenômeno que se origina da interação entre as pessoas e que também é transmitido de geração em geração, através de seus costumes e tradições.

SERVIÇO
O que? Inscrições para expositores na Feira Internacional de Artesanato (Feirarte)
Quando? Até 25 de julho
Onde e Como? Inscrições pelo formulário digital

10 de maio de 2025

Festival Favela Rap leva rima, arte e cultura periférica às ruas de Maceió

Evento gratuito acontece nos dias 17 e 24 de maio e reúne shows, oficinas, batalhas de rima e ações sociais em praças públicas da capital alagoana

Festival Favela Rap chega para ocupar espaços públicos com o som potente das quebradas, o talento da juventude periférica e a força criativa das artes urbanas. Com produção executiva de Nego Zika e Maria Clara, o evento será realizado nos dias 17 e 24 de maio, das 13h às 22h, em dois territórios simbólicos de Maceió: o Parque Linear do Benedito Bentes e a Quadra da Boa Vista, na Chã da Jaqueira.

A proposta do festival é fomentar a cultura do rap e suas diversas expressões na periferia, criando um espaço aberto, democrático e gratuito, com shows, oficinas, batalhas de rima, slam, grafite, corte e penteado afro-solidário, entre outras ações formativas e artísticas. Entre os destaques da programação estão apresentações de Huna, Arielle, Toninho, Fúria Jovem, Saci, Nego Zika, DJ Obama e DJ Walliston.

O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, com operacionalização do Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas.

Para Nego Zika, idealizador do festival e voz ativa da cultura periférica de Maceió, o Favela Rap é mais que um evento: é um movimento coletivo que nasce das ruas e retorna para elas em forma de arte, resistência e orgulho. “Queremos mostrar que a favela é potência criativa. Quando ocupamos as praças com arte, com rap, com troca, estamos dizendo que existimos, resistimos e produzimos cultura com identidade e raiz. O Festival Favela Rap é um grito de liberdade, um espaço onde a juventude preta e periférica pode se expressar, se ver e se reconhecer. É sobre mostrar que aqui também se faz arte com excelência, com força e com verdade”, afirma Nego Zika.

Mais do que um festival, o Favela Rap é um grito de pertencimento e resistência, que parte da periferia e reverbera por toda a cidade, celebrando a potência de uma juventude que transforma sua realidade por meio da arte.

???? CRONOGRAMA COMPLETO ????

DIA 17/05 – PARQUE LINEAR BENEDITO BENTES
???? 13h às 22h
13h-14h: Palco Aberto
14h-15h: Corte de cabelo, penteado afro + Oficina de Rima
15h-16h: Oficina de Graffiti
16h-17h: Oficina de Break
17h-18h: Slam Ancestral
18h-19h: Batalha de Rima
19h-22h: Huna, Arielle, Toninho, DJ Obama, Nego Zika
DIA 24/05 – QUADRA BOA VISTA / CHÃ DA JAQUEIRA
????13h às 22h
13h-14h: Palco Aberto
14h-15h: Corte de cabelo, penteado afro + Batalha de Caligrafia
15h-16h: Oficina de Graffiti
16h-17h: Oficina de Break
17h-18h: Slam Ancestral
18h-19h: Batalha de Rima
19h-22h: Fúria Jovem, Saci, DJ Walliston, Nego Zika

3 de maio de 2025

Guedxs: Voz, Verso e Verdade das Periferias de Maceió

Diretamente das periferias de Maceió, surge Guedxs, um artista cuja trajetória é moldada pelas ruas dos bairros da Ponta Grossa, Vergel do Lago, Prado e Trapiche da Barra. Filho da Praça Guedes de Miranda, ele carrega no nome e na alma a essência dos becos e vielas onde cresceu, tornando-se espelho e voz de uma juventude esquecida pelas estruturas, mas vibrante de vida e expressão.

Desde cedo envolvido com os ritmos ouvidos pelos pais — do samba ao forró — Guedxs encontrou no rap o canal para dar forma aos seus sentimentos, dores e sonhos. Foi no WhatsApp que suas primeiras rimas ganharam vida, com o incentivo constante do seu irmão gêmeo, Marcos Olisson. E com a força de amigos como Paulo Henrique (PH), ele transformou versos fortes em músicas poderosas, carregadas de identidade e verdade.

EAP – Entre Almas Perdidas

Seu mais recente projeto é uma obra que não só representa a sua caminhada, mas também o retrato cru da juventude periférica: suas lutas internas, familiares e sociais. Durante três anos, Guedxs construiu esse álbum com faixas que atravessam o tempo e a vivência — desde a dor de perder amigos para o crime até a luta por dignidade e sonhos.

Faixas como “Bolsa Channel”, onde o artista se envolve de corpo e alma na produção completa, ou “Fluxo Natural”, que homenageia a dualidade de caminhos entre o crime e a superação, são momentos de pura emoção. Já “Por Nada” mostra o impacto da violência urbana, e “Somália” marca a transição entre fases da vida de Guedxs.

Quando perguntado sobre a principal mensagem que deseja transmitir através da sua música, Guedxs é categórico:
“Quero transmitir uma mensagem consciente. Se eu vejo hostilidade, criminalidade, tráfico de drogas, opressão policial, preconceito nas ruas, eu preciso relatar isso. Gosto de lembrar quando escuto Rashid, Emicida… você se sente acolhido, se sente compreendido, é como se eles passassem pelo que você passou. É isso que eu quero.”

O álbum Entre Almas Perdidas é apenas o primeiro capítulo de uma jornada que está só começando. Guedxs não canta só por si, mas por todos que resistem e sonham. Sua música é flecha, espelho e bússola. E o que vem por aí é só evolução.

Definir sua sonoridade? Ele mesmo responde sem rodeios: original, extraordinária, fiel.
O processo criativo nasce da batida e das vivências. Escreve o que viu e sentiu na pele, o que viveu em silêncio ou no barulho. Não mente, não inventa: tudo é autobiográfico — mesmo quando se torna universal por retratar histórias dos seus.

Mesmo diante da escassez de recursos, Guedxs não recua. Com os pés fincados no chão da quebrada e os olhos voltados para o horizonte, ele segue firme no propósito de transformar sua vivência em voz, e sua voz em novos caminhos. Sonha alto, mas com os sonhos costurados pela realidade: ele deseja levantar um estúdio, criar um selo musical que ecoe outras verdades silenciadas e, sobretudo, retribuir à mãe — sua maior inspiração — com a casa digna que ela merece. Porque, para ele, a arte não é só fuga: é construção, abrigo e retorno.

GUEDXS é uma voz que ecoa das periferias de Maceió, transformando vivências em poesia sonora e narrativas reais!

Instagram: @guedxss
Álbum disponível em todas as plataformas musicais.

1 de maio de 2025

Festival de rock com mais de 25 tributos chega a sua 3ª edição em Maceió

Considerado o maior evento de rock do estado, o Lorde Nelson Rock Festival acontece em maio no Jaraguá com 11 horas de duração

Diversas gerações embaladas por um único ritmo, este é o propósito do Lorde Nelson Rock Festival, evento que trará em sua programação 25 tributos a grandes estrelas e artistas do gênero musical. O festival será realizado no dia 10 de maio, a partir das 17 horas no Espaço Armazém, Jaraguá, e contará com três palcos em onze horas de festa.

Da irreverente e majestosa banda Queen ao rock nacional e divertido dos Mamonas Assassinas, o evento fará homenagem a quem fez história no meio da música e marcou a vida de muitas pessoas em momentos icônicos e marcantes através de uma atitude “Rock n’ Roll”.

Filipe Mariz, um dos realizadores do evento, comenta que produzir o festival é celebrar a história do rock com quem vive e respira música de verdade. “Reunimos 16 bandas e artistas incríveis, cada uma prestando tributo a lendas que marcaram gerações. É um encontro de energia, paixão e muito som!”.

O Lorde Nelson Rock Festival é patrocinado pela Eisenbahn, Coca-Cola, Jack and Coke e Campari e é uma realização da Montana Records, Demétrio Produções e Lorde Nelson Rest Pub. Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla ou pelo link da Bio do Instagram @lordenelson.

BANDAS E ARTISTAS POR PALCO

Palco Lorde Nelson: Forte 5 (Raul Seixas, Los Hermanos, Nirvana, Paralamas do Sucesso, Skank), Refuzzi (Red Hot Chili Peppers, Artic Monkeys), Mesa 4 (Mamonas Assassinas, Raimundos) e Mosh (CPM22, OffSpring, Blink 182, Green Day, Charlie Brown Jr.).

Palco Mundo: Tamar (PE) The Voice Brasil ( Pitty, Evanescence, Paramore), Avril Lavigne Experience Cat Matias (SP) (Avril Lavigne), Chester Cover (SP) Acácio Brites (Linkin Park), Dave Grohl Cover (MG) Rafa Giacomo (Foo Fighters), Freddie Mercury Cover (SP) Raz Rotter (Queen), Liam Gallacher Cover – Manchester Oasis (SP) Amauri Alves, Aerosmith Cover (SP) Gerdau W (Aerosmith).

Palco Maceió: Renato Russo Cover (PE) (Legião Urbana), Rock em Dobro (Bon Jovi e Guns n’ Roses) e Maiden MCZ (Iron Maiden).

SERVIÇO
O que? Lorde Nelson Rock Festival
Quando? 10/05/2025 às 17h.
Onde? Espaço Armazém

Fonte: Assessoria

11 de abril de 2025

Cultura Popular através da tecnologia será foco de festival de arte na Jatiúca

Em sua 4ª edição, o FicPop trará uma programação diversa com entretenimento, oficinas e gastronomia local

O Festival de Cultura Popular de Alagoas (FicPop) está de volta em sua quarta edição e com foco na tecnologia nos dias 3 e 4 de maio, a partir das 15 horas no Corredor Vera Arruda no bairro da Jatiúca. Além de manter a sua tradição de trazer diferentes manifestações da cultura popular alagoana em suas mais diversas linguagens; o evento este ano terá o FicPop Conecta, um espaço voltado à mobilização digital e valorização de saberes contemporâneos.

Eliane Ribeiro, uma das organizadoras do evento, explica que a proposta este ano é ampliar o alcance da cultura popular com o uso criativo da tecnologia. Por isso, serão realizadas oficinas, rodas de conversa e ações formativas voltadas para juventudes, arte-educadores, comunicadores e criadores de conteúdo.

“Com a ampliação das frentes de atuação e o foco na mobilização digital, o festival busca ampliar seu impacto e alcançar novas audiências”, explica Eliane destacando que este ano o FicPop projeta receber mais de 3 mil pessoas ao longo dos dois dias de evento, fortalecendo sua presença como um dos principais encontros de celebração da cultura popular em Alagoas.

Com previsão de 10 atrações culturais ao longo dos dois dias de evento, entre elas grupos de coco, guerreiro e bumba meu boi, além de apresentações musicais, performances de rua e cortejos; o evento contará com expositores e comerciantes locais fortalecendo a economia criativa na cidade.

O FicPop é uma realização independente e conta com recursos da Lei de Incentivo Aldir Blanc, além de apoio institucional da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). A produção também está aberta a parcerias com marcas e instituições que desejam se conectar com a cultura popular e com um projeto de forte impacto social e territorial.

OPORTUNIDADE

Comerciantes e expositores que estiverem interessados em integrar a 4ª edição do FicPop podem se inscrever neste formulário. Dúvidas sobre a participação no evento podem ser esclarecidas pelo contato (81) 98953-8909 e demais informações podem ser acessadas pelo Instagram do Festival.

SERVIÇO

O que? 4º Festival de Cultura Popular de Alagoas
Quando e Onde? 3 e 4 de maio, a partir das 15 horas no Corredor Vera Arruda
Mais informações: https://www.instagram.com/festivalficpop
Formulário para expositores e comerciantes: https://docs.google.com/forms/d/1hksOiDhcnBp-xlEN432PqkHoP0UNyyAQICodj4gi8VQ/viewform?edit_requested=true

Workshop impulsiona artistas na era digital e fortalece conexões criativas

Na última sexta-feira, 28 de março, tive a felicidade de conduzir o Workshop Expandindo Horizontes: Comunicação Digital para Artistas, realizado na Escola Técnica de Artes (ETA/UFAL). Esse projeto foi contemplado no Edital nº 21/2023 – Concurso José Achiles Escobar – Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura e operacionalizado pelo Governo de Alagoas.

A proposta dessa formação foi oferecer ferramentas essenciais para que artistas de diferentes segmentos pudessem ampliar sua visibilidade e impacto no meio digital. Ao longo do encontro, abordamos temas fundamentais, como a importância da presença digital, o uso estratégico das mídias sociais, a construção e otimização de portfólios digitais e a criação de conteúdo de maneira autêntica e eficaz.

O que começou como um espaço formativo logo se transformou em um encontro repleto de trocas valiosas e reflexões profundas sobre o papel da comunicação digital no fazer artístico. Entre questionamentos e insights compartilhados, ficou evidente que comunicar vai muito além da técnica – trata-se de conexão, identidade e pertencimento.

Para mim, esse workshop teve um significado especial, pois marcou minha primeira execução de uma proposta contemplada em um edital de fomento à cultura. A emoção de realizar esse trabalho ao lado de um time potente e de uma comunidade engajada foi enorme. Preparei a aula, mas saí dali com uma bagagem ainda maior. O aprendizado foi mútuo, e encontros como esse reforçam a importância da troca coletiva. Além disso, tivemos intérpretes de Libras, garantindo a inclusão e a acessibilidade para todos os participantes.

Mais do que fornecer conhecimento técnico, esse workshop incentivou a criação de uma rede colaborativa entre os participantes, fortalecendo o ecossistema cultural e promovendo o intercâmbio entre diferentes linguagens e expressões artísticas. A comunicação digital, quando bem utilizada, amplia horizontes, potencializa carreiras e fortalece a arte como ferramenta de transformação social.

Foi inspirador testemunhar tantos talentos reunidos, compartilhando suas trajetórias e estratégias para se destacarem no cenário digital. Saí do workshop ainda mais motivado a seguir contribuindo para que artistas possam expandir seus caminhos e tornar suas vozes ainda mais potentes. Seguimos juntos nessa jornada!

23 de março de 2025

Fernanda Torres: Uma Temporada de Moda e Elegância Cinematográfica

Minimalismo impecável 

Para a estreia mundial de Ainda Estou Aqui no Festival de Veneza, Fernanda Torres escolheu um vestido minimalista assinado por Alexandre Herchcovitch. A peça, de corte reto e sem excessos, traduziu com perfeição a elegância discreta que guiou sua temporada de premiações. O visual não só valorizou sua presença, como também respeitou a essência da personagem Eunice Paiva, uma escolha que refletiu inteligência fashion e respeito narrativo.

Dior fenômeno

No Governors Awards, um dos eventos mais importantes da indústria cinematográfica, Fernanda Torres roubou a cena com um vestido Dior criado especialmente para ela por Maria Grazia Chiuri. O visual, combinado com joias esculturais do designer brasileiro Fernando Jorge, resultou na foto que viralizou instantaneamente. A imagem percorreu o mundo e consolidou Fernanda como um dos grandes nomes da temporada – provando que moda é tão narrativa quanto cinema.

Luxo silencioso

Durante uma das passagens europeias de divulgação do filme, Fernanda apostou em um look monocromático preto da estilista Phoebe Philo, conhecida por suas criações que definem o quiet luxury. A escolha reforçou a estética de elegância atemporal da atriz, mostrando que sofisticação não precisa de exageros. O caimento impecável e a discrição refinada tornaram esse um dos looks mais memoráveis da temporada.

Chanel, da passarela ao cinema

A relação de Fernanda com a Chanel atravessou diferentes momentos da temporada de premiações. Em Roma, ela apostou em um conjunto branco de alta-costura para um evento do filme, enquanto no Festival de Palm Springs apareceu ao lado de Walter Salles em um look refinado da maison francesa. Mas foi no evento pré-Oscar que a parceria atingiu seu ápice: ao chegar vestindo Chanel, Fernanda foi recebida com aplausos e gritos de “o Brasil entrou na sala”, um verdadeiro fashion moment para a história.

Noite dourada

Na noite em que saiu premiada como Melhor Atriz no Globo de Ouro, Fernanda brilhou em um vestido preto assinado por Olivier Theyskens. A peça, de silhueta marcante e caimento impecável, reforçou a dramaticidade e a sofisticação de sua presença no evento. O look provou que a moda pode ser tão expressiva quanto a performance de um artista – e que um vestido preto nunca é apenas um vestido preto.

Grand finale 

Para a noite do Oscar, Fernanda Torres escolheu um vestido Chanel para um final épico. A peça, repleta de plumas, bordados, transparências e brilhos, foi vista pela primeira vez por ela na primeira fila do desfile da maison em Paris, no final de janeiro. Encantada à primeira vista, a atriz sabia que aquele seria o look ideal para encerrar sua jornada fashion com chave de ouro – e assim o fez, com maestria.

23 de fevereiro de 2025

Joe Santos: o Muralista que Transforma Cidades em Galerias a Céu Aberto

Desde os primeiros traços na infância, Joe Santos sabia que o desenho era mais que um passatempo. Papel e lápis eram as ferramentas de uma mente criativa, moldada por histórias em quadrinhos, animes e os grandes mestres da arte clássica. Hoje, aos 35 anos, o que começou como brincadeira se tornou um propósito de vida, com obras que ressoam em paredes e muros, transcendem o visual e se tornam resistência, diálogo e transformação social.

“Cresci fascinado pelo mundo das HQs, pelos detalhes e as narrativas visuais. Isso me despertou um olhar curioso, que ainda me guia. Com o tempo, percebi que a arte seria o meio de expressar o que sinto e vejo no mundo”, compartilha Joe, que encontrou nas ruas a tela perfeita para dar voz a suas ideias.

A Arte Como Diálogo com o Cotidiano

Para Joe Santos, o muralismo vai além da técnica ou do simples embelezamento. Cada parede tem uma história, e ele acredita que a arte deve dialogar com o espaço e as pessoas que o habitam. “Eu começo observando. Cada local tem sua história, e a minha arte tenta agregar. É uma troca: recebo inspirações do ambiente e deixo um pouco de mim. Tento criar algo que se adeque ao espaço, que converse com ele. Não adianta sair com uma ideia fechada e perceber que ela não se encaixa. É como um improviso ensaiado”, explica.

Essa abordagem reflete sua crença de que a arte pública precisa ser significativa, mais do que decorativa. Joe busca provocar reflexões, inspirar e devolver algo valioso à comunidade. Suas obras, passeiam por diferentes temas, figuras humanas e referências culturais, são um tributo ao cotidiano e à essência das pessoas e lugares que retrata.

“Minha arte é sobre as coisas simples que muitas vezes ignoramos. Fala de pertencimento, das raízes e das histórias que moldam quem somos”, relata Joe.

Do Medo à Liberdade Criativa

A trajetória de Joe Santos, como a de muitos artistas, teve desafios. Seguir uma carreira artística era incerto e envolvia lidar com expectativas externas e internas. “O maior obstáculo para o artista é o medo. Medo de falhar, de não agradar ou de não conseguir viver do que ama. Mas é libertador quando você se desapega disso e foca em ser verdadeiro com sua arte”, reflete.

Hoje, essa autenticidade é o alicerce de seu trabalho. Para ele, muralismo é mais do que pintar muros; é oferecer às cidades e seus moradores uma forma de expressão coletiva. “Uma pintura na rua é um presente. É acessível a todos, sem barreiras. Pode tocar o coração de quem está apenas passando ou de quem mora ali. É mágico e transforma o caos urbano em poesia visual”.

A Rua como Galeria Inclusiva

Joe Santos acredita que a arte urbana tem um papel único na democratização da cultura. Nas ruas, não existem ingressos, nem filtros sociais. Qualquer um pode se conectar à mensagem de uma obra. “A arte urbana é universal. Ela fala com todos, independentemente de classe ou formação. É inclusiva por essência”, pontua. Entretanto, ele também destaca os desafios enfrentados pelo muralismo em tempos de crescente comercialização do espaço público. 

O Futuro do Muralismo: Cultura e Transformação Social

Para Joe, o muralismo é uma ferramenta poderosa de mudança. Ele acredita que as pinturas podem ressignificar espaços, inspirar autoestima e fortalecer identidades culturais, especialmente em comunidades marginalizadas.

“Quando você pinta um lugar esquecido, está dizendo: ‘Vocês importam, suas histórias importam’. É uma forma de resistência e de reescrever narrativas”, afirma.

Joe visualiza cidades onde a arte integra o dia a dia, conectando pessoas e ideias. “Uma parede pode ser mais que concreto; pode guardar memórias, cultura e esperança”. 

Com pinceladas de cor e propósito, Joe Santos continua sua jornada de contribuir com as ruas como uma galeria a céu aberto. Em cada obra, ele deixa um fragmento de si enquanto absorve o que o mundo lhe oferece. No dinamismo da vida urbana, ele encontra a tela ideal para expressar uma arte que é livre, acessível e profundamente humana.

5 de fevereiro de 2025

Amanda Bambu desenvolve projeto cultura: Laboratório Itinerante de Fotografia Subversiva 

Projeto leva fotografia como ferramenta de expressão subversiva às periferias de Maceió

Laboratório Itinerante de Fotografia Subversiva, idealizado pela fotógrafa, educadora e artista visual Amanda Bambu, nasce do desejo de transformar as vivências das periferias em narrativas visuais autênticas. O projeto piloto, realizado na Escola Estadual Mirian Marroquin, no Jacintinho, atendeu turmas do período noturno do EJAI (Educação de Jovens, Adultos e Idosos), oferecendo capacitação prática e teórica em fotografia.

A iniciativa é uma ideia que surgiu em 2018, período em que Amanda morou na Grota do Rafael, um espaço marcado pela escassez de acesso à cultura e informação. “Sempre quis levar workshops de fotografia para a comunidade, mas as limitações financeiras e de tempo dificultaram. A ideia ficou guardada, esperando o momento certo para acontecer”, explica Amanda. Esse momento chegou em 2024, graças ao financiamento da Lei Paulo Gustavo, que possibilitou transformar o sonho em realidade.

Um olhar transformador sobre as periferias

O projeto buscou capacitar os estudantes moradores da periferia a usar a fotografia como um meio de expressão subversiva, desafiando estereótipos e criando narrativas que valorizam as identidades locais. “A fotografia é uma ferramenta que está em todas as esferas da contemporaneidade. Quando ensinamos alguém a dominar essa linguagem, permitimos que ele retrate sua realidade com autenticidade. Só quem vive no cotidiano das periferias pode contar essas histórias com verdade”, ressalta Amanda.

As oficinas ensinaram os participantes a explorar as câmeras de seus celulares para capturar o universo ao seu redor. Um dos destaques foi o prêmio para a melhor fotografia, cujo autor compartilhou que as técnicas aprendidas continuam sendo aplicadas em sua vida cotidiana. “Ele nos mostrou que a fotografia é mais que arte; é uma mudança de perspectiva”, relata Amanda.

Além de ensinar a técnica, o projeto fomentou a reflexão crítica sobre como as periferias são representadas na mídia e na sociedade. A iniciativa também fortaleceu os laços entre os participantes, criando um ambiente colaborativo que celebra as vivências e culturas locais.

Planos de expansão e legado comunitário

Embora tenha enfrentado desafios próprios de um projeto piloto, o Laboratório Itinerante de Fotografia Subversiva superou as expectativas, deixando um impacto significativo nos participantes. Amanda Bambu já planeja expandir a iniciativa para outras comunidades de Maceió, aprimorando o formato e abrangendo ainda mais pessoas. “Os becos das periferias têm histórias que só precisam de um incentivo para serem contadas. Nossa missão é amplificar essas vozes através da arte”, afirma.

O projeto também criou um valioso acervo visual das periferias de Maceió, reforçando a importância de preservar as narrativas locais e de promover o empoderamento por meio da arte.

Sobre Amanda Bambu

Amanda Bambu é fotógrafa, educadora e artista visual, com uma trajetória que alia técnica, criatividade e compromisso com causas sociais. Desde 2019, ela desenvolve projetos que combinam arte, narrativa e inclusão. Amanda foi palestrante no Instituto Federal de Alagoas (IFAL) com o tema “Retratos Femininos, Poesia e Arte” e ofereceu oficinas no Sesc Arapiraca sobre fotografia sob uma perspectiva teórica e artística.

Entre seus trabalhos de destaque, Amanda dirigiu a fotografia do filme “Não Existe Almoço Grátis”, expôs no Festival de Fotografia de Tiradentes e na galeria Satellite Project Space, em Londres. Sua obra foi selecionada para integrar a coleção do Banco do Nordeste, além de participar de exposições em eventos como o Festival Pequeno Encontro de Fotografia e o centenário da Semana de Arte Moderna, realizado no Teatro Deodoro.

Além de sua atuação artística, Amanda é reconhecida por seu compromisso com a democratização da arte, especialmente nas periferias, utilizando a fotografia como uma poderosa ferramenta de transformação social e pessoal.

18 de janeiro de 2025

Projeto Tramas de Memória: Um Olhar Profundo sobre a Arte das Rendeiras do Pontal da Barra

Tramas de Memória

É com muita alegria que compartilho com vocês um novo projeto que tenho a honra de desenvolver como produtor cultural: o Projeto Tramas de Memória: Um Olhar Profundo sobre a Arte das Rendeiras do Pontal da Barra, Tesouros Culturais de Alagoas. Este trabalho tem como objetivo a preservação e celebração do saber ancestral das rendeiras e bordadeiras do Pontal da Barra, uma região emblemática de Alagoas. Através de um portal digital, iremos documentar e difundir o legado artístico, imaterial e cultural dessas mulheres incríveis, cujas mãos talentosas mantêm viva uma tradição única e centenária. Estou transbordando de alegria com a oportunidade de trazer à luz este projeto, que há muito tempo carrego no coração e que agora ganha forma concreta.

Sobre o Filé

A renda filé é uma das expressões mais marcantes entre os fazeres manuais de Alagoas. Esse fazer artístico é desenvolvido em uma base de fios dispostos em forma de rede, o filé é preenchido com bordados complexos em múltiplas cores, criando padrões geométricos que carregam histórias e memórias. O trabalho das rendeiras e bordadeiras é um verdadeiro ato de resistência cultural, unindo estética e tradução em peças que encantam pela riqueza de detalhes e pela conexão com a identidade local.

Visite o Pontal da Barra

O bairro do Pontal da Barra, em Maceió, é um destino imperdível para quem deseja conhecer de perto o universo das rendeiras e bordadeiras alagoanas. Às margens da Lagoa Mundaú, o bairro é um reduto de arte, cultura e tradição. Lá, as ruas são ladeadas por pequenas lojas e ateliês onde é possível adquirir peças únicas, confeccionadas à mão, além de conversar diretamente com as artesãs, que compartilham com orgulho suas histórias. Aproveite também para explorar a gastronomia local e apreciar a vista deslumbrante da lagoa, um cenário que completa a experiência de imersão na riqueza cultural do Pontal.

Patrimônio Imaterial

Esse saber ancestral envolve técnicas, narrativas e vivências compartilhadas ao longo dos séculos. Essa arte, passada de mãe para filha, fortalece laços comunitários e preserva a identidade cultural de Alagoas. Projetos como o Tramas de Memória são fundamentais para garantir que essa herança continue a ser transmitida, valorizada e celebrada por futuras gerações.

O impacto social das rendeiras

As rendeiras do Pontal da Barra não são apenas guardiãs de uma tradição secular, mas também protagonistas de transformações sociais. A renda filé gera empregos e sustento para muitas famílias, além de proporcionar independência financeira para as mulheres da comunidade. O artesanato, portanto, não é apenas uma expressão artística, mas um motor de desenvolvimento econômico e social que merece ser incentivado e protegido.

Renda-se à tradição

Ao adquirir uma peça de filé, você leva para casa mais que um objeto de beleza incomparável, e sim também uma história de dedicação, criatividade e amor à cultura. É uma forma de apoiar as artesãs, perpetuar essa tradição tão rica e se conectar com as raízes culturais de Alagoas. Renda-se ao encanto desta arte e contribua para que ela continue viva e pulsante.