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Circuito Corpo, Arte e Natureza promove imersão artística em meio à Natureza, em Maceió
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Novo Radar da Moda: chegadas, collabs e viradas de estilo
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Radar de Estilo: entre retornos icônicos e reinvenções
19 de junho de 2025

A Coisa Ficou Preta: a arte de Gleyson Borges como denúncia,

Dos lambes nos muros ao reencontro com a identidade: um projeto que transforma a cidade em galeria e a arte em instrumento de pertencimento

Em meio ao concreto cinza das cidades, onde as camadas da vida urbana escondem e revelam histórias, Gleyson Borges tem deixado sua marca com impressões em papel coladas em paredes e muros — cada intervenção realizada carrega camadas de significados. Criador do projeto A Coisa Ficou Preta, o artista visual alagoano transforma as ruas em verdadeiras galerias a céu aberto por meio de intervenções com lambe-lambe, que atuam como ferramentas de retribuição, denúncia e empoderamento. Seus trabalhos não apenas ocupam o espaço urbano; eles criam zonas de escuta e identificação para pessoas negras. Para Gleyson, a arte é o meio pelo qual ele devolve ao mundo aquilo que um dia lhe salvou: a consciência de sua identidade e potência como homem negro.

Lançado em novembro de 2018, A Coisa Ficou Preta não se trata apenas de colar imagens — trata-se de colar existências, colar histórias, colar reparações onde o Estado e a sociedade tantas vezes falharam.

A descoberta do fazer artístico

O caminho de Gleyson até as artes visuais foi tão orgânico quanto surpreendente. “As coisas foram acontecendo com certa naturalidade”, conta ele, ao lembrar de como ganhou um sorteio de um curso de Photoshop e, a partir disso, despertou o interesse pelo design gráfico. Trabalhou como designer e diretor de arte por anos, mas sempre teve gosto pelo trabalho manual. A virada aconteceu durante uma viagem, ao encontrar quadros de madeira pintados com stencil — peças que não pôde comprar, mas que o inspiraram a fazer por conta própria. “Eu pensei: ‘acho que consigo fazer isso’. Voltei pra casa, arrumei um palette, comprei tinta, fiz meu primeiro molde de stencil e comecei a montar quadros.”

Esse gesto aparentemente simples pavimentou o início de um percurso artístico mais consciente. Entre momentos criativos e materiais como tintas, Gleyson começava a se ver como artista e, mais do que isso, como alguém capaz de usar a arte para tocar outras vidas.

Negritude e o reencontro com a própria história

Gleyson fala com franqueza sobre o processo de se reconhecer como homem negro: “Nunca me achei branco, mas também não cresci sabendo que eu era uma criança negra. Não era uma pauta discutida na minha família, nem na escola”. Foi na infância que ele começou a perceber, ainda que de forma intuitiva, a diferença racial — como no episódio marcante do “lápis cor da pele”, que um colega pediu. “Eu tinha o lápis na cor bege, mas ele pediu cor da pele, então dei pra ele um lápis que eu chamava de amarelo queimado. E rolou meio que uma discussão, porque ele falou que aquela não era a cor da pele. E para provar, levantei meu braço com a palma da mão pra cima e coloquei o lápis no meu antebraço e mostrei. ‘É da cor da pele, sim.’ Já era uma forma de questionar um pouco e entender minha raça, mas ao mesmo tempo era uma forma de querer pertencer também, porque eu colocava o lápis na parte que fica mais protegida do sol”, relatou, descrevendo a primeira memória de como a raça atravessou sua existência.

O entendimento pleno de sua identidade racial veio mais tarde, já na casa dos vinte anos. A arte — em especial o rap — foi o fio condutor desse reencontro. Ouvindo Racionais MCs, Emicida, Djonga e outros nomes da cena, Gleyson passou a se ver nas letras, nas dores, nas lutas e na força desses artistas. “O rap me mostrou que o que eu vivia tinha nome, tinha explicação, não era acaso.”

Essa compreensão, ainda que dolorosa, despertou o impulso de retribuir. E foi com essa motivação que surgiu A Coisa Ficou Preta: um movimento visceral de devolver à comunidade negra as ferramentas que o ajudaram a se levantar. Sua linguagem foi por meio das artes visuais — e de uma vontade enorme de fazer delas um canal de transformação.

Do digital para o concreto: o poder do lambe-lambe

Durante dois anos, a ideia de criar A Coisa Ficou Preta fervia na cabeça de Gleyson, sem encontrar uma forma concreta de sair do papel. A virada veio com a descoberta do lambe-lambe — técnica de colagem de cartazes nas ruas, popular entre artistas urbanos por sua praticidade e impacto visual.

“Minha base de trabalho era digital, e eu queria levar isso pra rua. O lambe-lambe surgiu como uma solução simples, democrática e potente. Posso imprimir e colar, e qualquer pessoa pode fazer isso. É uma arte acessível.”

O lambe-lambe, para Gleyson, é mais que suporte: é resistência. Ele o considera uma linguagem democrática, que permite múltiplas formas de expressão. Além disso, o fato de estar na rua, ao alcance de todos, reforça a potência da arte como veículo de empoderamento e visibilidade.

O território como parte da mensagem

Se o lambe-lambe é a forma, o lugar onde ele é colado é parte da narrativa. Gleyson escolhe com cuidado os espaços onde atua. “A escolha do lugar varia bastante. Eu gosto muito de colar em locais que tenham algum tipo de destaque na rua, que façam sentido com a arte que está indo para ali. Mas uma coisa que gosto muito de fazer é criar artes específicas para muros específicos, criando um lambe-lambe que só vai funcionar naquele muro. Às vezes é um muro que tem dois pilares um próximo do outro e faço a imagem de uma pessoa escalando. Às vezes é um muro que está manchado de tinta rosa em nenhum padrão, como se tivessem jogado uma tinta ali de qualquer jeito, e eu faço um lambe-lambe de uma criança brincando com um balde de tinta”, relata. A rua é viva, é política. Cada muro é um território simbólico. E em suas criações existe intenção e sensibilidade artística.

Ele sabe que o espaço urbano carrega tensões e ausências — e é nessas brechas que insere sua arte. Muitas vezes, seus lambes são a única presença negra afirmativa em regiões onde corpos negros só aparecem em estatísticas ou páginas policiais. E é exatamente por isso que ele continua: para romper silêncios e abrir caminhos.

A resposta das ruas: afeto, impacto e trocas

O retorno que Gleyson recebe é, em suas palavras, o que mais o impulsiona. Crianças apontando e sorrindo para os personagens, jovens se vendo nas frases, senhoras curiosas pelas intervenções. A rua reage, a rua conversa, a rua acolhe.

Esses diálogos reforçam o papel da arte urbana como ferramenta de escuta, de construção de identidades e de disputa simbólica de território. A Coisa Ficou Preta é, antes de tudo, sobre pertencimento.

Influências, processo criativo e legado

O repertório de Gleyson é vasto e multirreferenciado. Sua principal fonte de inspiração continua sendo o rap, com destaque para nomes como Emicida, Negra Li, BK, Rincon Sapiência, Drik Barbosa, entre outros. Mas ele também se alimenta de livros, filmes, conversas, memórias e afetos. Tudo vira material criativo. “Guardo as referências numa espécie de caixinha de ferramentas. Às vezes, elas se juntam naturalmente e viram uma arte. Outras, demoram a se encaixar.”

Além disso, o artista tem se conectado cada vez mais com outros artistas visuais, especialmente de fora do eixo Rio-São Paulo. “Tem muita gente incrível no Norte e no Nordeste fazendo arte potente. É importante olhar para esses lados também.”

Loja, autonomia e sustentabilidade

A abertura da loja de A Coisa Ficou Preta foi um passo importante para garantir a sustentabilidade do projeto e ampliar seu alcance. Gleyson mantém uma loja online — www.acoisaficoupreta.com.br — onde comercializa uma variedade de produtos, como prints em fine art, adesivos e ímãs de geladeira. A proposta é ser diverso tanto na forma quanto no preço, oferecendo peças de qualidade, mas também acessíveis, para que mais pessoas possam ter contato com sua arte. Além da loja virtual, ele participa eventualmente de feiras criativas, mas a maior parte das vendas acontece mesmo pelo site. Gleyson também divulga em seu Instagram @acoisaficoupreta obras originais e intervenções exclusivas, como quadros e peças únicas.

A Coisa Ficou Preta — e isso é lindo

A trajetória de Gleyson Borges é uma travessia pessoal e coletiva. É a história de alguém que encontrou na arte não só uma forma de expressão, mas um caminho de cura e retribuição. A Coisa Ficou Preta é um projeto de corpo inteiro: feito com a cabeça, com as mãos e com o coração. Ele fala de negritude, de força, de memória e de futuro.

Ao ocupar os muros, Gleyson não apenas cola papel — ele estampa vivências, imprime urgências e inaugura possibilidades. Em tempos de retrocessos e silenciamentos, sua arte é um chamado à ação, à escuta e à construção de um mundo mais justo e plural.

Sim, a coisa ficou preta. E ainda bem que ficou.

Rex Jazz Bar segue com programação junina alternativa

Maratona de festas iniciou final de maio com festas juninas para todos os gostos

O Rex Jazz Bar segue celebrando as festas juninas com uma programação eclética que mistura tradição e diferentes ritmos. Desde o final de maio, o forró tem dividido espaço com pop, funk e rock, animando públicos diversos no bairro do Jaraguá. As festas continuam até o dia 28 de junho sendo uma opção de “after” do São João oficial da cidade.

O Rex tem se consolidado como um ambiente alternativo em Maceió com festas e shows para diferentes públicos, promovendo a diversidade e fortalecendo a economia criativa na cidade. Mais informações sobre as atrações e ingressos podem ser adquiridas pelo Instagram do Rex (@rexjazzbar).

Confira a programação:

20/06 – Arraiá da Match
21/06 – Ensaios da PQP
22/06 – After da Pabllo
27/06 – Arraiá do Possa
28/06 – Festa das Saficas

SERVIÇO:
O que? Festas Juninas do Rex Jazz Bar
Quando? de 20 a 28 de Junho
Onde? Rex Jazz Bar, Jaraguá
Ingressos: no Instagram do Rex (@rexjazzbar)

14 de junho de 2025

Mix fashionista!

Era Anderson

Jonathan Anderson assume todas as linhas da Dior — sim, todas. O designer britânico entra para o seleto hall de criativos com domínio total sobre uma maison histórica. A comparação com Karl Lagerfeld na Chanel é inevitável, mas Anderson tem seu próprio compasso: visual afiado, ideias inquietas, fascínio pelo detalhe. Agora, com alta-costura, feminino, masculino, cruise e pre-fall em mãos, ele transforma a Dior em seu maior laboratório de obsessões.

Aluf Circular

A ALUF embarca na moda circular com estilo. Em collab com a PrettyNew, a marca passa a aceitar de volta suas peças usadas para revenda. Quem entregar os looks parados no armário ganha créditos para novas aquisições. A iniciativa ecoa o novo luxo: consciente, inteligente e com DNA afetivo.

Martins Se Muda

Nova fase para a Martins: depois de quatro anos no Bom Retiro, a marca pousa na icônica Galeria Ouro Fino, em São Paulo. O ateliê dá lugar à primeira loja oficial. Para marcar o momento, um shooting de despedida dirigido por Tom Martins homenageia o bairro que viu a marca nascer. Agora, o número 328 do segundo andar abriga as criações desfiladas na SPFW e coleções inéditas. 

Swipe With Pride

O Tinder e Willy Chavarria unem moda e militância na campanha “How We Love Is Who We Are”. A cada adesivo do Orgulho usado no app, US$1 é doado para a Human Rights Campaign — até alcançar US$100 mil. Para vestir o gesto, Chavarria lança uma nova coleção-cápsula. O amor LGBTQIA+ pulsa mais forte: hoje, 1 em cada 3 matches no app vem da comunidade. Swipe com propósito.

Gatas Protegidas

“Proteja as Gatas” é o nome — e o manifesto — da nova camiseta lançada pela TODXS com apoio das estilistas Isa Silva e Teodora Oshima. Inspirada no ícone “Protect the Dolls”, a peça traz uma tipografia exclusiva e toda a renda será revertida para o fortalecimento de empreendimentos trans. Um recado claro, estampado no peito: proteger vidas trans é urgente. E fashion.

Almoço de Poder

Viola Davis e Hisan Silva, da Dendezeiro, dividiram mais que uma refeição no Rosewood SP — dividiram visões. A atriz, que já havia repostado a marca em 2023, agora recebe pessoalmente camisas e bolsas da linha Brasiliano. A conexão foi costurada por Maurício Mota, da Ashe Ventures. O trio fala a mesma língua: moda preta, liberdade estética e protagonismo. Poder servido à mesa.

7 de junho de 2025

Orgulho é Verbo: Quebrada Ocupa, Canta, Cria

No último sábado, 31 de maio, o alto do Mirante do Jacintinho foi tomado por cores, afetos e potências. Foi lá que aconteceu o Festival Orgulho na Quebrada, um encontro vibrante da arte e da cultura LGBTQIAPN+ mas periferias. Das 16h às 20h, o público viveu um evento gratuito com apresentações musicais, performances, discotecagem, feira criativa e ações afirmativas — tudo em um espaço pensado para acolher, incluir e celebrar.

O evento garantiu acessibilidade com intérprete de Libras em tempo integral no palco, uso de linguagem neutra em todas as comunicações e uma ambientação que reforçou o orgulho de ser quem se é. O Mirante se tornou palco de liberdade, diversidade e resistência.

Ação, Afeto e Arte

O Festival Orgulho na Quebrada é uma realização independente, idealizada por mim, Wilson Smith — jornalista e produtor cultural. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Maceió, e também pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com execução da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas.

Com este festival, reafirmamos que iniciativas culturais não podem se limitar aos centros. Elas devem florescer também onde os corpos dançam entre a sobrevivência e a criatividade: nas quebradas.

Vozes e Corpos que Ecoam 

O Palco Orgulho foi o epicentro do festival, reunindo uma curadoria artística potente que celebrou a pluralidade da arte LGBTQIAPN+. Subiram ao palco Flormands, Melanina Mc, Pérolla Brasil, Scorpion, George Olicino, Emerson Anun, MarioMyu, Jade Zolita, Maju Shanii e Mary Alves.

Entre poesia, beats e performance, a quebrada mostrou sua força criativa e transbordou emoção em cada apresentação.

Afeto em Forma de Produtos e Serviços

A Feirinha do Orgulho reuniu 12 empreendimentos criativos de pessoas LGBTQIAPN+ e aliados. Moda, arte, cosméticos, gastronomia e acessórios foram comercializados por marcas que representam não só estilo, mas história, ancestralidade e afeto. Participaram: Raposa Marrom, Raiz e Orgulho, Estúdio Obo, SunClothings, Studio Afro Power, Grilo Loja, Bosque dos Artes, Inefável, Brownie do Helton, Aziza, Soul Ambar e Mães da Resistência.

O espaço foi mais que comercial — foi uma troca entre quem cria e quem consome com consciência e amor.

Inclusão, Diversidade, Acessibilidade e Escuta Ativida

Mais do que uma celebração cultural, o Festival Orgulho na Quebrada foi um manifesto vivo de inclusão, diversidade, acessibilidade e escuta ativa. Cada detalhe da produção foi pensado com o propósito de acolher e valorizar todas as identidades, fortalecendo vínculos e criando novas possibilidades de existência. Com um intérprete de Libras presente em todas as falas do palco, a acessibilidade não foi um recurso adicional — foi pilar central. O resultado foi um ambiente verdadeiramente seguro e representativo, onde cada pessoa pôde viver sua identidade com liberdade, respeito e orgulho. Um espaço onde o afeto e a política caminharam lado a lado, abrindo caminho para um futuro mais justo e plural nas periferias.

31 de maio de 2025

FESTIVAL ORGULHO NA QUEBRADA

O Mirante do Jacintinho recebe neste sábado, 31 de maio, o Festival Orgulho na Quebrada, das 16h às 20h, com acesso gratuito. O evento celebra a potência da cultura LGBTQIAPN+ das periferias com uma programação diversa e inclusiva, que reúne apresentações artísticas, performances, discotecagem, feira criativa e ações afirmativas. A estrutura contará com intérpretes de Libras durante todo o palco, linguagem neutra nos canais oficiais de ambientação visual e a valorização da comunicação.

REALIZAÇÃO

O Festival Orgulho na Quebrada é uma realização independente, idealizada por mim, Wilson Smith, jornalista e produtor cultural. O projeto tem o apoio da comunidade, de coletivos locais e de entidades que defendem pautas sociais e afirmativas, como o Programa de Políticas Públicas para a População LGBTQIAPN+ da Prefeitura de Maceió (Políticas LGBTQIAPN+), Centro de Cultura Popular Mestre Clínio, União Nacional Aldir Blanc (PNAB), entre outros parceiros.

PALCO ORGULHO

O Palco Orgulho será o coração pulsante do festival, com uma sequência de apresentações que exaltam a pluralidade da arte LGBTQIAPN+ das quebradas. A programação inclui nomes como Flornanda, Melanina Mc, Perolla Brasil, Scorpion, George Ollicino, Emerson Aun, MarioMyu, Jade Lolita, May Shanitá e Mary Alves. As apresentações transitam entre gêneros musicais, poesia e performance, representando a força criativa das quebradas.

FEIRINHA DO ORGULHO

O evento também contará com a Feirinha do Orgulho, reunindo 12 empreendimentos criativos de pessoas LGBTQIAPN+ e aliades. Moda, arte, cosméticos, gastronomia e acessórios estarão à venda, priorizando o consumo consciente e o apoio direto a negócios periféricos e autônomos. Participam nomes como: Raspou Marmita, Raízes e Orgulho, Estúdio Obu, SunClothings, Studio Afro Power, Grilo Loja, Bosque dos Artes, InteVesti, Brownie do Hélton, Aziza, Soul Amber e Mãos da Resistência.

INCLUSÃO E REPRESENTATIVIDADE

INCLUSÃO E REPRESENTATIVIDADE

Mais que um evento, o Festival Orgulho na Quebrada é uma ação política e afetiva. A produção se compromete com práticas inclusivas, garantindo intérprete de Libras durante toda a programação do palco, o uso de linguagem neutra em todas as comunicações oficiais. O objetivo é criar um espaço seguro, acolhedor e representativo para todes que desejam viver sua identidade com liberdade e orgulho.

24 de maio de 2025

Uma Passarela de Histórias

As criações de 23 marcas locais, todas fundadas por ex-alunos da ETA/UFAL, provam que o ensino técnico em moda pulsa com força criativa. As coleções exibidas na exposição revelam uma moda que é memória, afeto e território. Um desfile visual de sonhos costurados em sala de aula.

Olhar Fotográfico

Com curadoria visual impecável, a exposição “Moda e Comunicação: Uma Década de Expressão” traz 20 cliques de Woulthamberg Rodrigues, traduzindo em imagem a força de uma geração criativa. A produção de moda de Igor Rebêlo e Maria Luiza Rebelo entrega narrativa e estilo — um verdadeiro editorial vivo no coração de Jaraguá.

O Agora da Moda Alagoana

Às 20h, as marcas Casa Lado Bê, Derravera e MIMANI ocupam a passarela com suas novas coleções. É o momento de ver o presente da moda alagoana em estado bruto: autoral, ousada, plural. Prepare-se para looks que contam histórias, rasgam silêncios e vestem o agora.

Arte que Narra o Tempo

A moda também se instala. Carol Carvalho, Diogo Soares, Rogério Félix, Manur Derravera e Ramon Bonifácio assinam as obras que representam os 10 momentos-chave do projeto. Uma imersão poética na memória do Moda e Comunicação – onde a arte veste o tempo e a experiência vira corpo.

Moda & Transformação

Mais de 50 alunos já passaram pelo projeto desde 2015. O que começou como uma atividade de extensão, tornou-se ponte entre universidade e mercado. Iniciativa capitaneada pela professora Lili Menezes, o projeto contribui para a ressignificação do fazer moda em Alagoas. É sobre educação que costura futuros com linha criativa.

Celebração Fashion 

O Espaço Armazém, localizado no histórico bairro do Jaraguá, vai sediar o encontro da moda com cultura sob o tom de muita celebração. Com entrada gratuita, mas mediante lista de convidados, o evento promete ser uma noite fashionista de encontros, reverência e expressão. Anota na agenda: 26 de maio, às 18h30, é dia de vestir história e brindar o futuro.

17 de maio de 2025

Favela Rap – Pertencimento e Resistência na Periferia

Cultura no ar! 

Vem aí o Festival Favela Rap, evento que promete movimentar as periferias de Maceió com arte, música e resistência. Com produção de Nego Zika e Maria Clara, o festival acontece nos dias 17 e 24 de maio, das 13h às 22h, em espaços públicos do Benedito Bentes e da Chã da Jaqueira. O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e celebra a força da cultura Hip Hop nas quebradas, reunindo múltiplas linguagens artísticas e ações comunitárias. Gratuito e para todos!

Programe-se!

O Festival Favela Rap já tem data, hora e lugar! No dia 17/05, a programação toma conta do Parque Linear do Benedito Bentes e no dia 24/05, a festa é na Quadra da Boa Vista, na Chã da Jaqueira. Tudo das 13h às 22h, com oficinas de grafite, rima, break, penteado afro, batalhas de rima, slam ancestral e shows com nomes como Huna, Arielle, Toninho, Fúria Jovem, Saci, DJ Obama, DJ Walliston e o próprio Nego Zika.

Acessibilidade garantida

Além de uma programação potente e gratuita, o Festival Favela Rap também é inclusivo. As principais atividades do evento contarão com intérprete de Libras, garantindo acessibilidade para pessoas surdas. É cultura feita com representatividade, inclusão e respeito — como deve ser!

Voz da favela

“O Festival Favela Rap é um grito de liberdade e pertencimento. Quando ocupamos as praças com arte, com rap e com afeto, estamos dizendo que a periferia tem voz, tem potência e tem identidade”, afirma o idealizador Nego Zika, artista e ativista cultural nascido no Benedito Bentes. O projeto já teve edições independentes e agora ganha força com apoio da Lei Aldir Blanc.

12 de maio de 2025

Feira de Artesanato em Maceió está com inscrições abertas para artesãos, empreendedores e artistas

Com o tema “O Artesanato também é Popular!”, a Feirarte espera reunir cerca de 130 expositores na capital alagoana

A primeira edição da Feira Internacional de Artesanato (Feirarte) está com inscrições abertas para expositores locais e de outras cidades. Com o tema “O artesanato também é popular”, o evento será realizado em Maceió entre os dias 25 de Julho a 03 de Agosto de 2025, das 14h às 21h, no Espaço de Eventos Jaraguá (antiga Vox Room), no bairro histórico do Jaraguá. As inscrições são realizadas por meio de formulário digital.

Além disso, os artesãos, empreendedores e artistas que estiverem interessados podem entrar entrar em contato com a equipe de vendas e tirar dúvidas: Agápto Costa (82) 9 9638-7603, Rodolfo Peres (82) 9 9381-7694 ou Diego Oliveira (82) 9 8105-9212. Com mais da metade dos estandes ocupados, o evento pretende reunir mais de 130 expositores de diferentes segmentos promovendo a economia criativa e a oportunidade de troca cultural.

De acordo com Agápto Costa, promotor do evento, a feira tem o objetivo de promover o artesanato e o empreendedorismo criativo, gerando oportunidades de renda e emprego, com artesãos e empreendedores criativos dos mais diversos segmentos, atrações musicais e culturais, espaço Kids, workshops, oficinas e palestras. O espaço contará também com ampla praça de alimentação e estacionamento gratuito para visitantes e expositores.

Em parceria com o Fórum de Cultura Popular e do Artesanato Alagoano (Focuarte), a Feirarte é uma realização da HP Promoções e Eventos, produtora alagoana criada em 2013 que fomenta o artesanato e o empreendedorismo criativo, a fim de gerar mais oportunidades de trabalho para o artesão e pequenos empreendedores.

Para mais informações, acompanhe o Instagram do evento (@feirartebr) ou entre em contato através dos canais disponíveis em linktr.ee/feirartebr.

SOBRE O TEMA

A primeira edição da Feirarte terá como tema “O artesanato também é cultura popular!”, pois, além de ser arte e técnica do trabalho manual, o artesanato é um fenômeno que se origina da interação entre as pessoas e que também é transmitido de geração em geração, através de seus costumes e tradições.

SERVIÇO
O que? Inscrições para expositores na Feira Internacional de Artesanato (Feirarte)
Quando? Até 25 de julho
Onde e Como? Inscrições pelo formulário digital

10 de maio de 2025

Festival Favela Rap leva rima, arte e cultura periférica às ruas de Maceió

Evento gratuito acontece nos dias 17 e 24 de maio e reúne shows, oficinas, batalhas de rima e ações sociais em praças públicas da capital alagoana

Festival Favela Rap chega para ocupar espaços públicos com o som potente das quebradas, o talento da juventude periférica e a força criativa das artes urbanas. Com produção executiva de Nego Zika e Maria Clara, o evento será realizado nos dias 17 e 24 de maio, das 13h às 22h, em dois territórios simbólicos de Maceió: o Parque Linear do Benedito Bentes e a Quadra da Boa Vista, na Chã da Jaqueira.

A proposta do festival é fomentar a cultura do rap e suas diversas expressões na periferia, criando um espaço aberto, democrático e gratuito, com shows, oficinas, batalhas de rima, slam, grafite, corte e penteado afro-solidário, entre outras ações formativas e artísticas. Entre os destaques da programação estão apresentações de Huna, Arielle, Toninho, Fúria Jovem, Saci, Nego Zika, DJ Obama e DJ Walliston.

O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, com operacionalização do Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas.

Para Nego Zika, idealizador do festival e voz ativa da cultura periférica de Maceió, o Favela Rap é mais que um evento: é um movimento coletivo que nasce das ruas e retorna para elas em forma de arte, resistência e orgulho. “Queremos mostrar que a favela é potência criativa. Quando ocupamos as praças com arte, com rap, com troca, estamos dizendo que existimos, resistimos e produzimos cultura com identidade e raiz. O Festival Favela Rap é um grito de liberdade, um espaço onde a juventude preta e periférica pode se expressar, se ver e se reconhecer. É sobre mostrar que aqui também se faz arte com excelência, com força e com verdade”, afirma Nego Zika.

Mais do que um festival, o Favela Rap é um grito de pertencimento e resistência, que parte da periferia e reverbera por toda a cidade, celebrando a potência de uma juventude que transforma sua realidade por meio da arte.

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DIA 17/05 – PARQUE LINEAR BENEDITO BENTES
???? 13h às 22h
13h-14h: Palco Aberto
14h-15h: Corte de cabelo, penteado afro + Oficina de Rima
15h-16h: Oficina de Graffiti
16h-17h: Oficina de Break
17h-18h: Slam Ancestral
18h-19h: Batalha de Rima
19h-22h: Huna, Arielle, Toninho, DJ Obama, Nego Zika
DIA 24/05 – QUADRA BOA VISTA / CHÃ DA JAQUEIRA
????13h às 22h
13h-14h: Palco Aberto
14h-15h: Corte de cabelo, penteado afro + Batalha de Caligrafia
15h-16h: Oficina de Graffiti
16h-17h: Oficina de Break
17h-18h: Slam Ancestral
18h-19h: Batalha de Rima
19h-22h: Fúria Jovem, Saci, DJ Walliston, Nego Zika

A Revolução da Moda Negra Masculina no Met Gala 2025

Moda Negra Masculina

 O Met Gala 2025 celebra a exposição “Superfine: Tailoring Black Style”, dedicada à sofisticação e criatividade da moda masculina negra. É a primeira mostra do Costume Institute com esse enfoque desde “Men in Skirts” (2003), e estará em cartaz de 10 de maio a 26 de outubro, no Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

Hosts de Peso
Os coanfitriões deste ano reforçam o protagonismo negro na moda e cultura pop. Pharrell Williams, Colman Domingo, Lewis Hamilton e A$AP Rocky se juntam a Anna Wintour na organização da noite. Lebron James assume como coanfitrião honorário, marcando uma edição histórica com curadoria e representação preta em destaque.

Estilo com Resistência
A exposição explora como a alfaiataria — tradicionalmente vista como um símbolo de poder e masculinidade — foi ressignificada por homens negros ao longo das décadas, tornando-se linguagem de afirmação, rebeldia e sofisticação. O título “Superfine” sugere tanto o tecido refinado quanto a excelência estilística da negritude.

Noite da Moda
Como manda a tradição, o Met Gala 2025 aconteceu na primeira segunda-feira de maio, consolidando seu posto como a noite mais glamourosa da moda mundial. O evento não só arrecada fundos para o Costume Institute como também dita tendências e provoca reflexões sobre estética, cultura e identidade.