Os encontros criativos que estão redefinindo moda e lifestyle

Gil, Anitta, Tyla
A chegada da H&M ao Brasil ganha palco à altura: o Parque do Ibirapuera. Gilberto Gil, Anitta, Agnes Nunes e a estrela sul-africana Tyla comandam um espetáculo único sob a direção da agência Perron-Roettinger, que assina no currículo o icônico Super Bowl de Rihanna. Além do show, a marca espalha energia pela cidade com ativações em festas como Batekoo, Heavy Love e VHS, além de estampar o túnel entre Consolação e Paulista com a campanha Ritmos do Brasil. O evento é o aquecimento perfeito para a abertura da primeira loja da gigante sueca no Shopping Iguatemi.

Bellingham para Vuitton
Pharrell Williams assina mais um capítulo da era Louis Vuitton masculina. Na campanha Men’s Spring-Summer 2026 Formalwear, o jogador inglês Jude Bellingham encarna a sofisticação moderna em alfaiataria repaginada. Cortes clássicos são revisitados com frescor contemporâneo, celebrando a elegância jovem. A coleção também atualiza a icônica linha LV Aerogram com bolsas em couro granulado encerado e ferragens foscas — incluindo a Boarding Messenger, Keepall e Duo Pouch. A campanha estreia em 14.08 e desembarca nas lojas a partir de 28.08.

SZA & Vans
A Vans inaugura uma nova era com SZA. A cantora, vencedora de cinco Grammys, assume o cargo de primeira diretora artística da marca. Sua missão? Reimaginar campanhas, criar coleções exclusivas e fundir autenticidade e estilo urbano com sua assinatura criativa. O ponto de partida é o relançamento do Knu Skool, seu tênis favorito, em novas versões. A parceria, de longo prazo, promete levar a Vans a territórios ainda não explorados, com SZA conduzindo o storytelling visual e cultural da marca.

Edwards na Adidas
Anthony Edwards expande seu jogo com a Adidas. Depois de brilhar no basquete, o astro do Minnesota Timberwolves lança sua primeira coleção lifestyle, marcada por releituras ousadas do clássico Superstar. O modelo surge em duas versões — uma com cores do arco-íris e outra em couro com textura de crocodilo, mantendo a icônica biqueira shell-toe, as três listras e a etiqueta metálica. A novidade reforça a renovação de contrato do atleta com a Adidas, avaliada em US$ 50 milhões, e dá início a uma nova fase onde lifestyle e performance se encontram.

Pharrell lança Virginia
Pharrell Williams continua a expandir seu império criativo e apresenta VIRGINIA, marca que conecta lifestyle, moda e raízes culturais. Outdoors, faixas aéreas e sinalizações em sua terra natal marcam o lançamento, que estreia com roupas, pranchas de surfe e itens de praia assinados por Pharrell e o designer Sam Clayman. O projeto é mais que uma coleção: é um manifesto que promete experiências ao vivo e futuras colaborações. Disponível online, VIRGINIA é uma carta de amor ao local que moldou sua identidade artística.

Nike encontra Milk
A Nike prova mais uma vez seu poder de collabs inesperadas, agora com a Milk Makeup. O lançamento combina moda esportiva e autocuidado com o Vomero Plus “Hyper Pink” e o Balmade, lip balm com eletrólitos e sabor dragonfruit. O tênis, conhecido pelo conforto e suporte, reforça o lifestyle urbano da marca, enquanto o Balmade adiciona brilho e hidratação duradoura aos treinos e ao dia a dia. O encontro celebra a fusão entre performance e expressão pessoal, elevando o ritual esportivo a um novo patamar de estilo.

Novos Passos da Moda: inovação, collabs e reinterpretações

Havaianas 3D
A Havaianas estreia na impressão 3D em collab com a alemã Zellerfeld, reinventando o clássico Top com design anatômico, bico reforçado e solado em TPU 100% reciclável. Produzido sob medida via escaneamento dos pés pelo celular, chega em setembro em cinco cores: preto, aveia, vermelho, laranja e azul. O lançamento teve sua primeira aparição na passarela da opéraSPORT, na Copenhagen Fashion Week Verão 2026.

Melissa alto no verão
A Melissa mergulhou nas dunas de Beberibe para apresentar “Futuro em Movimento”, coleção Verão 2025/26 cheia de cores tropicais e shapes anatômicos. Destaques para a Free Slip, leve e divertida, e a Free Cross, com tiras cruzadas e atitude. O cenário no Ceará reforça o vínculo com a região onde a marca mantém unidade produtiva.

Orgulho no passo
A Adidas Originals se junta a Willy Chavarria para criar o Oaxaca Slip-On, um híbrido entre sneaker e sandália inspirado nas huaraches mexicanas. O trançado no cabedal e o solado robusto dão a estética artesanal com pegada urbana. Batizado em homenagem ao estado de Oaxaca, o modelo ecoa as narrativas de orgulho latino e pertencimento que marcam o trabalho do estilista.

Exagero solar
A Farm lança sua grife de acessórios, Farm Etc, com editorial maximalista e cheio de humor. Jesuíta Barbosa aparece com maximochila estampada, Narcisa “veste” um guarda-sol e Marcelo D2 entra no clima praiano. As imagens capturam o espírito livre e solar da marca carioca, agora expandido para acessórios.

Nova vida ao luxo
Na quinta edição da Coleção Reconstrução, a Handred transforma linho, seda e algodão esquecidos em peças exclusivas e poéticas. O projeto, criado em 2020, ressignifica tecidos de coleções passadas com design autoral e produção limitada. É slow fashion com sofisticação e propósito.

Do Clássico ao Tech: Escolhas Perfeitas para o Dia dos Pais
O Dia dos Pais se aproxima e, com ele, a busca por um presente que fuja do óbvio — mas que ainda assim tenha significado, utilidade ou traga diversão. A data, comemorada neste ano no dia 10 de agosto, é uma ótima oportunidade para homenagear figuras paternas com criatividade.

Carteira
Uma boa carteira une estilo e segurança e ainda dura anos.

looks fitness
Para os pais fitness, uma boa bermuda de treino, camisetas dry fit ou tênis confortável podem ser o incentivo ideal. Aposte em marcas que valorizem conforto e respirabilidade.

Assistente virtual
Com comandos de voz, a assistente virtual pode tocar músicas, informar a previsão do tempo, controlar lâmpadas, responder curiosidades e muito mais. Um presente útil para pais conectados ou para aqueles que querem entrar nesse universo.

Looks
Jaqueta confeccionada em veludo cotelê com modelagem overshirt, transitando entre camisa e jaqueta. Possui bolso único frontal, gola colarinho e fecho em botões frontais.

Garrafa de água
Com design diferenciado ou função térmica, as garrafas são ainda um convite para manter a hidratação em dia. Modelos com marcas esportivas, minimalistas ou com estampas criativas tornam o presente útil e visualmente atrativo.

Inovações, Estilo e Tendências que Marcam o Momento

Oakley 50+ Futuro
Aos 50 anos, a Oakley segue mais jovem do que nunca — e com sotaque brasileiro. Sob o comando de Caio Amato, primeiro presidente global da marca nascido no Brasil, a gigante do eyewear aposta em inovação radical, collabs visionárias (como com Travis Scott) e tecnologia wearable com propósito. No icônico QG “interplanetário” da Califórnia, Caio crava: “A gente não prevê o futuro, a gente cria”. Do motocross à metaverso, a Oakley cultiva seu DNA fora da curva — e a base fiel de fãs no Brasil, que a enxerga como símbolo de pertencimento, só cresce.

Entre o jaleco e os holofotes
À frente da Saúde Bucal de São José da Laje (AL), Itamar Omena também movimenta as redes com conteúdo que une informação, cultura e lifestyle. Com presença marcante, ele navega entre o serviço público e os bastidores dos grandes eventos, sempre com autenticidade e propósito. Seus looks são extensão de quem é: cheios de identidade, representatividade e atitude. Uma voz potente que transforma o cotidiano em inspiração — dentro e fora do SUS. Destaque para o look pintado à mão pelo artista Pior de Aracaju!

Bag desejo
Criada em 2024 pelas irmãs Stephanie e Nicole Chehaibar, a Esthera nasceu com propósito firme: desenhar bolsas que resistem ao tempo — na forma, na função e no desejo. Em pouco mais de um ano, a marca fincou território em multimarcas de peso, abriu sua loja própria em São Paulo e construiu uma comunidade em torno de uma estética autoral, sofisticada e sem pressa. Agora, com o lançamento do e-commerce internacional previsto para agosto de 2025, a Esthera inicia sua jornada nos Estados Unidos, reforçando um crescimento que é curado, intencional e profundamente alinhado com sua essência. Em conversa com Vinícius Alencar, Stephanie compartilha a visão de uma marca que transforma solidez em gesto de vanguarda.

Vermelho nos pés
Em qualquer estação, um bom par de tênis segue imbatível — democrático, versátil e sempre atual. Neste inverno, o vermelho assume o protagonismo e transforma o clássico sneaker em peça-chave: ousado como ponto de cor, mas neutro o bastante para compor do look básico ao mais elaborado.
Dos modelos esportivos aos delicados sneakerinas — híbridos de tênis e sapatilha com alma de ballet — a tendência une conforto, praticidade e personalidade vibrante. Ideal para quem quer sair do óbvio, sem abrir mão do movimento.

Asas a postos
Prepare-se para mais uma volta triunfal: o Victoria’s Secret Fashion Show está oficialmente de volta em 2025. O anúncio via Instagram, em um vídeo teaser com algumas angels testando o microfone — suficiente para deixar os fãs em clima de contagem regressiva. Depois de um hiato de seis anos, o desfile retornou ao formato tradicional no ano passado, prometendo uma nova era para a marca, mais conectada com diversidade, inclusão e representatividade. Vamos aguardar!

Como os Labubus Viraram Moeda no Capitalismo Fofo

Pop Toy, Pop Power
Mais que brinquedo, é statement viral: os Labubus deixaram de ser pelúcias e viraram itens de desejo absoluto. Celebridades como Kim Kardashian, Lisa e Dua Lipa transformaram os bonequinhos em símbolo de status afetivo e estético. Ao lado de bolsas de luxo e tênis raros, eles ocupam espaço de destaque — não no closet, mas na vitrine do hype.

Blind Box, Open Wallet
A febre do “não saber” nunca custou tão caro. Vendidos em caixas-surpresa, os bonecos da Pop Mart apostam na lógica do mistério para alimentar o desejo — e funciona. O efeito unboxing virou performance social, com preços que beiram o absurdo: até R$1.600 por um boneco que você nem sabe qual é. É o luxo da aleatoriedade.

Vale Quem Tem Pop
A Pop Mart ultrapassou a Vale em valor de mercado e isso não é só sobre números: é sobre o peso simbólico da cultura pop no capitalismo de afeto. Uma marca de brinquedos valer mais do que uma mineradora diz muito sobre o que estamos dispostos a comprar — e sentir. É pelúcia que rende mais que minério.

Lafufus são os novos fakes?
Entre o deboche e o desejo, os Lafufus nasceram como cópias dos Labubus, mas logo ganharam seu próprio culto. Com olhos desalinhados, expressões esquisitas e total falta de padrão de qualidade, esses dupes escorregam da lógica do perfeito. Viraram hit não apesar dos “defeitos”, mas por causa deles — o caos virou charme.

Cute Core Capitalismo
O brinquedo é de pelúcia, mas o sistema é selvagem. A estética fofa dos Labubus embala um modelo de consumo pautado na escassez, na surpresa e no capital simbólico. São objetos que ativam afetos, claro, mas também ansiedade, pertencimento e disputa. No fim, é o capitalismo que está embrulhado em plástico colorido.

Panorama Fashion & Cultura – Agosto 2025

Haute Couture Inverno’26
Paris já expôs suas coleções de Inverno 2026 de alta-costura com a Schiaparelli abrindo a programação e a Germanier, com toque brasileiro, encerrando a semana. Duas grandes movimentações nos bastidores chamam atenção: Glenn Martens estreia na Maison Margiela, assumindo o lugar de John Galliano, que se despediu com um dos desfiles mais icônicos da década. Demna anuncia sua saída da Balenciaga antes de assumir o comando criativo da Gucci.

Fim das Cosmoss
Lançada em 2022, a marca de bem-estar e maquiagem Cosmoss, de Kate Moss, encerra suas atividades após prejuízos de cerca de 3 bilhões de euros e dívidas próximas a 2,9 milhões de libras. Com produtos como óleos com CBD e chás funcionais, a empresa tinha apenas 5 mil libras em caixa e estoques parados.

Coleção “Reluz”
Fora do circuito do SPFW, Rafa Silvério apresentou na FAUUSP, sua nova coleção “Reluz”, inspirada no álbum Luz (1982) de Djavan. Canções viraram roupas e cores: calças com referência ao Samurai e o tom “açaí” inspirado na faixa homônima. Com styling de Alberth Franconaid e acessórios de Hector Albertazzi e Kozze Lab, a coleção propõe uma moda negra híbrida e afetiva, marcada por alfaiataria e drapeados em espiral.

Relançamento Polo Legacy
A icônica Polo Legacy, lançada por Nevaldo Rocha nos anos 80, volta ao centro das atenções com a campanha “Ícone veste Ícone”. Com mais de 19 milhões de peças vendidas na última década, a Riachuelo atualiza a paleta de cores sem mexer na fórmula de sucesso. Na campanha, nomes como Costanza Pascolato, João Guilherme, Malu Borges, Luanda Vieira e Ítalo Ferreira vestem a peça. A polo aparece em versões masculina, feminina e infantil, produzida com algodão de menor impacto ambiental.

BR in Cinéma Paradiso Louvre
A Chanel incluiu O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na programação do Cinéma Paradiso Louvre. O filme foi exibido ao ar livre no pátio do museu com curadoria que cruza moda e cinema, o festival ainda traz As Virgens Suicidas, de Sofia Coppola, na abertura. A Chanel, parceira do evento, mantém seu histórico de envolvimento com o audiovisual, que vem desde os figurinos de Gabrielle Chanel nos anos 1930.

Igor Dadona Bolsas
A nova coleção de Igor Dadona esgotou, mas o destaque ficou por conta de um lançamento inédito: suas primeiras bolsas, feitas em colaboração com a marca goiana Saíra. São três modelos batizados com nomes femininos importantes para os criadores. Produzidas sob encomenda, têm couro e cores personalizáveis, trançado manual e embalagem especial. O logo aparece de forma discreta e elegante. Encomendas pelo Instagram das marcas.

Parte II
Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci retornam para a aguardada sequência de O Diabo Veste Prada. A publicação da Century Studios, com um teaser enigmático de dois sapatos vermelhos publicado no Instagram já gerou expectativa entre os fashionistas. O filme já está em produção e tem estreia marcada para 2026.

Country Cool: o western encontra o street style em editorial exclusivo de LA

Country Cool
O suplemento Tudo Zik embarca no clima country com exclusividade. Recebemos um editorial direto de Los Angeles, fotografado pela talentosíssima Amanda Peixoto-Elkins, estrelado pela modelo Isabeli, com beleza de Vivian Maxwell e locação no deslumbrante Sweetwater Sanctuary. O mood? Um western moderno com perfume de it-girl. Confira as trends que galopam do campo direto para o street style.

Boot Game
Nada como uma bota western para cravar personalidade no styling. O shape robusto e a vibe retrô conquistam terreno firme na tendência cowboy core, elevando qualquer look urbano com um toque de atitude.

Hats On
Chapéu de aba larga é o novo acessório statement. Vai além da função prática e entrega estilo instantâneo, seja com jeans, vestidos ou conjuntos. Uma peça-chave que diz: cheguei.

One & Done
O vestido longo é aquela peça única que resolve tudo. Com cortes retos e texturas, evoca o melhor do boho glam, tendência forte que passeia entre o campo e o mood fashion nas cidades.

White Out
O look monocromático branco é minimalista, fresh e atemporal. Leveza visual e poder de impacto na medida certa. Um curinga que transita do verão ao inverno com zero esforço — chic sem precisar provar.

Under is the New Over
A lingerie aparente assume o protagonismo. Em rendas e tecidos planos, ela deixa de ser coadjuvante e aparece sob blazers, transparências ou até sozinha, em uma proposta ousada, feminina e muito fashion.

Ficha técnica
Photographer: Amanda Peixoto-Elkins @amandapeixotoelkins
Model: Isabeli @isabellielkins
Maquiagem e cabelo: Vivian Maxwell @vivianmaxwellbeauty
Locação: Sweetwater Sanctuary @sweetwatersanctuary_la
O Agora é Ícone: Vinicius Jr., A$AP Rocky, Shakira e Mais Movem o Jogo

VINICIUS JR. É BOSS
Vinicius Jr. entra no squad global da BOSS ao lado de Bradley Cooper e Maluma. Na nova campanha do BOSS Bottled Beyond, o mood é de irmandade e inspiração mútua. A fragrância aposta na fusão intensa de gengibre com couro. Um jogo entre emoção e disciplina que reflete bem o craque brasileiro – dentro e fora de campo. Ele entrega energia, elegância e força. Um golaço fashion.

A$AP REINVENTA O WAYFARER
O novo drop da parceria de A$AP Rocky com a Ray-Ban chegou. O modelo Wayfarer Puffer traz sete cores vibrantes e design bold por R$ 990. A peça apareceu pela primeira vez no Met Gala 2025, numa versão de ouro cravejada de diamantes (exclusiva, claro). Depois, foi vista em Cannes, direto do iate do rapper. Tudo isso como parte da direção criativa de A$AP na Ray-Ban Studios.

10 ANOS DE ICONICIDADE
A bolsa Puzzle completa uma década e a Loewe comemora em grande estilo com a coleção Puzzle 10. São 19 reedições + o novo modelo Confetti, que brilha com couro reaproveitado e lantejoulas. A linha presta tributo a artistas como Ken Price e William Morris. Cada peça vem com plaquinha comemorativa e charms de balão. Edição limitada com pop-ups em NY e ativação digital.

ÍNDIA SOB O SOL DE PARIS
Com Paris dourada pela luz do entardecer e Beyoncé na front row, Pharrell apresentou o verão 2026 da Louis Vuitton em plena praça Pompidou. A coleção mergulha na estética indiana com tons terrosos, rosa pálido e açafrão. A vibe? Especiarias, espiritualidade e street couture. O atraso virou espetáculo. Pharrell segue provando que moda também é sincronicidade.

SHAKIRA NEWS
Ela dança, canta e agora cuida dos fios. Shakira estreia na beleza com a Isima, sua linha de haircare com foco em saúde capilar real. Baseada na biotricologia, a marca propõe o Método TriModal: tratamento profundo da raiz à ponta. Os produtos chegam ao e-commerce oficial em junho e à Ulta Beauty em julho. Com pegada latina e inclusiva, ela vem para causar – no bom sentido.

6 Tendências de Estilo Para Um São João Fashionista

Mix de Xadrez
Se antes o xadrez era um detalhe tímido, agora ele domina o look de forma ousada e divertida. A tendência é misturar diferentes padronagens: vichy com tartan, buffalo com pied-de-poule… Tudo junto e ao mesmo tempo! O segredo está em escolher tons que conversem entre si. Vale camisa com saia, vestido com jaqueta ou até um conjuntinho de duas estampas contrastantes. O mood é maximalista e zero careta!

Drama Queen
Os babados aparecem como protagonistas nas mangas bufantes, saias com camadas e até em golas vitorianas. Quem quiser ousar mais pode combinar o romantismo dos babados com acessórios mais marcantes, explorar chitas de diferentes padronagens é um hit fashionista. O importante é brincar com as proporções.

Brilho no Arraiá
Sim, o brilho domina as noites de forró! Tops de paetê, saias metalizadas e até jaquetas com aplicações de strass são o novo statement junino. A ideia é equilibrar o brilho com peças mais rústicas, como jeans ou a sobriedade do preto, criando um mix hi-lo perfeito para quem quer ser o centro das atenções sem perder a pegada fashion.

Western Reloaded
A tendência western está bombando nas passarelas e, claro, no São João também. Mas esqueça o clichê de caubói caricato. Agora a vibe é mais urbana, com toques de alfaiataria desconstruída e acessórios que fazem a diferença. Invista em camisas com recortes ou bordados inspirados no velho oeste, cintos com fivelas grandes, botas de couro e chapéus com shape moderno. O truque de styling é misturar peças country com outras mais street, como calças cargo ou jeans wide leg.

Country Clean
Se você é do time que prefere um visual mais discreto, o country clean é sua melhor aposta. A base é simples: camisa branca, calça jeans e uma bota western de qualidade. O toque de estilo fica por conta dos acessórios: um cinto com fivela marcante ou um lenço amarrado no pescoço. A vibe é sóbria, mas cheia de atitude.

All Denim
O look all jeans está de volta e com força total. A ideia é criar produções monocromáticas ou brincar com diferentes lavagens e texturas: camisa jeans clara + calça denim escuro, ou jaqueta oversized com jeans destroyed. Quem quiser ousar ainda mais pode apostar em detalhes western, como bordados ou aplicações nos ombros. Combine com uma bota de couro ou até um tênis mais robusto para dar um ar moderno. O resultado é despojado, masculino e cheio de personalidade.

A Coisa Ficou Preta: a arte de Gleyson Borges como denúncia,
Dos lambes nos muros ao reencontro com a identidade: um projeto que transforma a cidade em galeria e a arte em instrumento de pertencimento
Em meio ao concreto cinza das cidades, onde as camadas da vida urbana escondem e revelam histórias, Gleyson Borges tem deixado sua marca com impressões em papel coladas em paredes e muros — cada intervenção realizada carrega camadas de significados. Criador do projeto A Coisa Ficou Preta, o artista visual alagoano transforma as ruas em verdadeiras galerias a céu aberto por meio de intervenções com lambe-lambe, que atuam como ferramentas de retribuição, denúncia e empoderamento. Seus trabalhos não apenas ocupam o espaço urbano; eles criam zonas de escuta e identificação para pessoas negras. Para Gleyson, a arte é o meio pelo qual ele devolve ao mundo aquilo que um dia lhe salvou: a consciência de sua identidade e potência como homem negro.
Lançado em novembro de 2018, A Coisa Ficou Preta não se trata apenas de colar imagens — trata-se de colar existências, colar histórias, colar reparações onde o Estado e a sociedade tantas vezes falharam.
A descoberta do fazer artístico
O caminho de Gleyson até as artes visuais foi tão orgânico quanto surpreendente. “As coisas foram acontecendo com certa naturalidade”, conta ele, ao lembrar de como ganhou um sorteio de um curso de Photoshop e, a partir disso, despertou o interesse pelo design gráfico. Trabalhou como designer e diretor de arte por anos, mas sempre teve gosto pelo trabalho manual. A virada aconteceu durante uma viagem, ao encontrar quadros de madeira pintados com stencil — peças que não pôde comprar, mas que o inspiraram a fazer por conta própria. “Eu pensei: ‘acho que consigo fazer isso’. Voltei pra casa, arrumei um palette, comprei tinta, fiz meu primeiro molde de stencil e comecei a montar quadros.”
Esse gesto aparentemente simples pavimentou o início de um percurso artístico mais consciente. Entre momentos criativos e materiais como tintas, Gleyson começava a se ver como artista e, mais do que isso, como alguém capaz de usar a arte para tocar outras vidas.
Negritude e o reencontro com a própria história
Gleyson fala com franqueza sobre o processo de se reconhecer como homem negro: “Nunca me achei branco, mas também não cresci sabendo que eu era uma criança negra. Não era uma pauta discutida na minha família, nem na escola”. Foi na infância que ele começou a perceber, ainda que de forma intuitiva, a diferença racial — como no episódio marcante do “lápis cor da pele”, que um colega pediu. “Eu tinha o lápis na cor bege, mas ele pediu cor da pele, então dei pra ele um lápis que eu chamava de amarelo queimado. E rolou meio que uma discussão, porque ele falou que aquela não era a cor da pele. E para provar, levantei meu braço com a palma da mão pra cima e coloquei o lápis no meu antebraço e mostrei. ‘É da cor da pele, sim.’ Já era uma forma de questionar um pouco e entender minha raça, mas ao mesmo tempo era uma forma de querer pertencer também, porque eu colocava o lápis na parte que fica mais protegida do sol”, relatou, descrevendo a primeira memória de como a raça atravessou sua existência.
O entendimento pleno de sua identidade racial veio mais tarde, já na casa dos vinte anos. A arte — em especial o rap — foi o fio condutor desse reencontro. Ouvindo Racionais MCs, Emicida, Djonga e outros nomes da cena, Gleyson passou a se ver nas letras, nas dores, nas lutas e na força desses artistas. “O rap me mostrou que o que eu vivia tinha nome, tinha explicação, não era acaso.”
Essa compreensão, ainda que dolorosa, despertou o impulso de retribuir. E foi com essa motivação que surgiu A Coisa Ficou Preta: um movimento visceral de devolver à comunidade negra as ferramentas que o ajudaram a se levantar. Sua linguagem foi por meio das artes visuais — e de uma vontade enorme de fazer delas um canal de transformação.

Do digital para o concreto: o poder do lambe-lambe
Durante dois anos, a ideia de criar A Coisa Ficou Preta fervia na cabeça de Gleyson, sem encontrar uma forma concreta de sair do papel. A virada veio com a descoberta do lambe-lambe — técnica de colagem de cartazes nas ruas, popular entre artistas urbanos por sua praticidade e impacto visual.
“Minha base de trabalho era digital, e eu queria levar isso pra rua. O lambe-lambe surgiu como uma solução simples, democrática e potente. Posso imprimir e colar, e qualquer pessoa pode fazer isso. É uma arte acessível.”
O lambe-lambe, para Gleyson, é mais que suporte: é resistência. Ele o considera uma linguagem democrática, que permite múltiplas formas de expressão. Além disso, o fato de estar na rua, ao alcance de todos, reforça a potência da arte como veículo de empoderamento e visibilidade.
O território como parte da mensagem
Se o lambe-lambe é a forma, o lugar onde ele é colado é parte da narrativa. Gleyson escolhe com cuidado os espaços onde atua. “A escolha do lugar varia bastante. Eu gosto muito de colar em locais que tenham algum tipo de destaque na rua, que façam sentido com a arte que está indo para ali. Mas uma coisa que gosto muito de fazer é criar artes específicas para muros específicos, criando um lambe-lambe que só vai funcionar naquele muro. Às vezes é um muro que tem dois pilares um próximo do outro e faço a imagem de uma pessoa escalando. Às vezes é um muro que está manchado de tinta rosa em nenhum padrão, como se tivessem jogado uma tinta ali de qualquer jeito, e eu faço um lambe-lambe de uma criança brincando com um balde de tinta”, relata. A rua é viva, é política. Cada muro é um território simbólico. E em suas criações existe intenção e sensibilidade artística.

Ele sabe que o espaço urbano carrega tensões e ausências — e é nessas brechas que insere sua arte. Muitas vezes, seus lambes são a única presença negra afirmativa em regiões onde corpos negros só aparecem em estatísticas ou páginas policiais. E é exatamente por isso que ele continua: para romper silêncios e abrir caminhos.
A resposta das ruas: afeto, impacto e trocas
O retorno que Gleyson recebe é, em suas palavras, o que mais o impulsiona. Crianças apontando e sorrindo para os personagens, jovens se vendo nas frases, senhoras curiosas pelas intervenções. A rua reage, a rua conversa, a rua acolhe.
Esses diálogos reforçam o papel da arte urbana como ferramenta de escuta, de construção de identidades e de disputa simbólica de território. A Coisa Ficou Preta é, antes de tudo, sobre pertencimento.
Influências, processo criativo e legado
O repertório de Gleyson é vasto e multirreferenciado. Sua principal fonte de inspiração continua sendo o rap, com destaque para nomes como Emicida, Negra Li, BK, Rincon Sapiência, Drik Barbosa, entre outros. Mas ele também se alimenta de livros, filmes, conversas, memórias e afetos. Tudo vira material criativo. “Guardo as referências numa espécie de caixinha de ferramentas. Às vezes, elas se juntam naturalmente e viram uma arte. Outras, demoram a se encaixar.”
Além disso, o artista tem se conectado cada vez mais com outros artistas visuais, especialmente de fora do eixo Rio-São Paulo. “Tem muita gente incrível no Norte e no Nordeste fazendo arte potente. É importante olhar para esses lados também.”

Loja, autonomia e sustentabilidade
A abertura da loja de A Coisa Ficou Preta foi um passo importante para garantir a sustentabilidade do projeto e ampliar seu alcance. Gleyson mantém uma loja online — www.acoisaficoupreta.com.br — onde comercializa uma variedade de produtos, como prints em fine art, adesivos e ímãs de geladeira. A proposta é ser diverso tanto na forma quanto no preço, oferecendo peças de qualidade, mas também acessíveis, para que mais pessoas possam ter contato com sua arte. Além da loja virtual, ele participa eventualmente de feiras criativas, mas a maior parte das vendas acontece mesmo pelo site. Gleyson também divulga em seu Instagram @acoisaficoupreta obras originais e intervenções exclusivas, como quadros e peças únicas.
A Coisa Ficou Preta — e isso é lindo
A trajetória de Gleyson Borges é uma travessia pessoal e coletiva. É a história de alguém que encontrou na arte não só uma forma de expressão, mas um caminho de cura e retribuição. A Coisa Ficou Preta é um projeto de corpo inteiro: feito com a cabeça, com as mãos e com o coração. Ele fala de negritude, de força, de memória e de futuro.
Ao ocupar os muros, Gleyson não apenas cola papel — ele estampa vivências, imprime urgências e inaugura possibilidades. Em tempos de retrocessos e silenciamentos, sua arte é um chamado à ação, à escuta e à construção de um mundo mais justo e plural.
Sim, a coisa ficou preta. E ainda bem que ficou.

